sábado, 4 de março de 2017

Decepções, mágoas e ressentimentos como adoece o coração humano?


 
"goa é um sentimento comum dos seres humanos, caracterizado por uma sensação provocada a partir de um ato indelicado, "decepcionante" e de ofensa por parte de outrem. "

 "Magoa é originado de  decepção." 

"Ressentimento é uma mágoa não resolvida, que não se supera"

 Quantas decepções você passou ao longo de sua vida? Com certeza, muitas. Quantas mágoas dela se alojaram no seu coração? No entanto, tem algumas que fizeram mudar de algum modo? Outras se transformaram em ressentimentos? Através destas experiências,temos aprendido a ser mais prudentes e, quem sabe, mais "sagaz". Existe um proverbio bíblico que diz: " O estulto se manifesta logo sua raiva, mas o homem sagaz dissimula o desprezo".

 Dizem que toda magoa tem seu impacto emocional no ser humano. Existem mágoas  que nos fazem abrir os olhos e também fechar o coração. É, portanto, um processo normal que faz parte de nosso ciclo vital. Então, é conveniente saber controlá-las de modo adequado para que não acabem fechando o nosso coração para sempre - ressentimentos.

 A vida deve ser sempre um convite contínuo para tentar, arriscar e a manter a ilusão. E, claro, toda mágoai, mas se as vivemos tem algum motivo para aprendermos algo.

 
As palavras ou a escolha de alguém não define sua identidade!

quem, depois de ser rejeitado, decepcionado pensa que não ter valor como pessoa, olha-se no espelho e se convence de que sua auto imagem e sua auto confiança não tem nada de positivo, que não agrada, que a sua personalidade parece não ter sido feita para encaixar com o outro. E seu amor próprio? Ah, já não existe. Sua autoestima já está no chão.

 É um  erro pensar que a opinião de uma pessoa, seja ela seu cônjuge, pessoas da família ou seus amigos, define o que você é, porque o que define você  é o que sai de dentro de  você. É a sua palavra, é o seu mundo, as suas crenças e nada disso tem a ver com você, por mais alta que seja a sua estima por ela.

As decepções que sofremos de uma ou várias pessoas são apenas provas de que, na verdade “não encaixamos com seus mundos. E, acredite ou não, existem muitos mais mundos, mais universos criados por pessoas maravilhosas que se encaixarão com seus cantos, vazios  ou fendas.

 A complexidade das decepções é que em certas ocasiões, as recebemos de pessoas que são muito significativas. Portanto, é mais do que normal sofrê-las, pois somos magoados.

Então, essa dor deve ser específica e não deve se prolongar para sempre em nosso coração, ou ficaremos prisioneiros de nossos próprios inimigos - ressentimentos. As decepções chegam, nos magoam e depois, devem servir de aprendizagem para nós.

 É essencial ressignificartodo os tipos de afetos, notadamente aquelas   negativa de suas lembranças para poder avançar.

 
Como controlar as mágoas

 De fato, tem decepções que nos fazem abrir os olhos e às vezes fechar o coração. O mundo é complexo, e as pessoas com as quais nos relacionamos nem sempre agem como nós esperamos.

 De qualquer forma, temos ter muito claro que os outros também podem se decepcionar conosco de um modo ou de outro, nós também magoamos, mais o ser humano acha que sempre a decepção é sempre no sentido do outro para nós. Em suma, sempre somos magoados, e nunca magoamos!

 Essas pessoas que normalmente são sempre vítimas diz: "se não serve pra mim ignoro, dou um limite"! Este sentimento é um mecanismo de defesa que  busca manter seu narcisismo e colocar sempre o outro com culpado dos seus fracassos e ele(a) vítima, principalmente quando nada dele(a) dar certo. Certamente enquanto tudo tá bem, diz: "quer isso, sem ressentimentos"!

 Daí, vale a pena ter em conta estas simples dicas:

 
Primeiro, valorizar as pessoas como elas são, e evitar grandes expectativas.

 Para viver em paz e equilíbrio devemos viver o dia após dia e não criar altas expectativas. Uma coisa é certa, que se tem algo que todos necessitamos é poder confiar nas pessoas que queremos. Às vezes, a pessoa ressentidas  confunde um parente( seja mãe, pai, irmãos e etc), e trata com desprezo como a relação parental fosse uma relação de não afinidade e diz: não importa  seja família, seja apenas um amigo, se não me satisfaz isolo! Se elas falharem. Você tem todo o direito de se sentir irritado ou indignado, isolar já passa ser um ressentimento.

 Contudo, algo que pode nos ajudar muito é evitar ideias como meu companheiro vai me ajudar em tudo e vai fazer tudo por mim”, “meus amigos estão de acordo com tudo o que eu faço e estão à minha disposição em qualquer momento”.

 Não caia nestas ideias. Não espere tudo dos outros, espere tudo de si mesmo.

 Segundo, Evite mágoas  permanentes, busque sua própria cura

 As mágoas não resolvidas são transformado em ressentimento que nos vão acompanhando por toda a vida. O mundo nunca irá mudar nossas expectativas. Nossos enter queridos podem errar conosco, sobretudo aquelas pessoas a quem mais admiramos nos demonstram, de vez, em quando que também não são infalíveis, por serem limitados.

Uma mágoa aqui, outra magoa ali,  abrirão seus olhos e as chances são de que depois delas, você poderá ser mais cauteloso, prudente e até tico.

 Isso tudo é normal, mas tente não cair em: negativismo, desconfiança generalizada e a te mesmo a perda da ilusão.

 Esta é a última coisa que devemos nos tornar: em pessoas embainhadas pela tristeza, por ferida causada por uma mágoa  que nunca cicatriza.

 
Terceiro, As mágoas  nos fere, mais pode  nos mudar.

 
A vida é mudança e é aprendizagem. Existem aspectos negativos que devemos assumir para depois poder avançar.

Às vezes, uma decepção nos faz sair de um engano em que estávamos vivendo. É algo que você deve considerar, porque às vezes elas são necessárias para enxergar uma realidade da qual não se tinha conhecimento.

Que aquela pessoa não respeitava a forma como você pensava, que mentia para realizar seus desejos, traia os princípios e valores adquiridos, que normalmente chamamos  de pessoas se apropria inadequadamente dos valores aprendidos, identificamos que era egoísta e priorizava a si mesmas acima de tudo, e tudo isso magoa.

 Enxergar as decepções como fatos intransponíveis, pois, às vezes, são até mesmo necessárias. Para sair delas, para enfrentá-las, você deve entrar em contato consigo mesmo ou fazer uma terapia para recuperar a sua autoestima, e , depois, precisa ser capaz de confiar novamente.

 sempre pessoas boas; há sempre milhares de projetos que podem lhe dar ilusão e fazer você feliz. A esperança é algo que nunca acaba enquanto você a mantém dentro do seu coração.

 

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Pais bons são desnecessário! Ou pais bons são necessários?


"O homem que sofre antes de ser necessário sofre mais que o necessário”, Sêneca

“ Bons pais são  aqueles que vão  se tornando desnecessários com o passar do tempo”.  A primeira vez que ouvi  uma expressão parecida com esta foi no curso de gestão de pessoas, o professor começou a palestra com a frase: "O bom gerente é aquele que se ausenta e tudo continua funcionando como se ele estivesse lá!". Isto começou a fazer sentido para mim quando trabalhei com os meus comandados fazendo eles entender o papel de cada um, nos processos da empresa. Apesar de ter entendido o que significa o gerente desnecessário é necessário, recentemente a frase " país desnecessário é necessário" soou estranho a uma mãe paciente no meu consultorio.

Expliquei! Chegou a hora de reprimir de vez o impulso natural paterno e materno de querer colocar a cria embaixo da asa, protegida de todos os erros, tristezas e perigos. Uma batalha interna hercúlea, confesso, terão que enfrentar.

Quando os pais  começam  a esmorecer na luta para controlar a supermãe e o superpais  que todos temos dentro de cada um de nós, lembro da frase, hoje absolutamente clara.  "Se eu fiz o meu trabalho direito, tenho que me tornar desnecessário". Antes que alguma mãe ou pai  apressados venham me acusar de desamor, preciso explicar o que significa isto.

Ser 'desnecessário' é não deixar que o amor “incondicional” de mãe, que sempre existirá, provoque vício e dependência nos filhos, como uma droga, a ponto de eles não conseguirem ser autônomos, confiantes e interdependentes, prontos para traçar seu rumo, fazer suas escolhas, superar suas frustrações e cometer os próprios erros também.

A cada fase da vida, os pais devem ir cortando e refazendo o cordão umbilical. A cada nova fase, uma nova perda e um novo ganho, para os dois lados( pais e filhos) acontece, porque o amor é um processo de libertação permanente e esse vínculo tem que permanecer até  o dia em que os filhos se tornem adultos, constituam a própria família e recomeçam o ciclo.

O que filhos precisam é ter certeza de que os pais estão lá, firmes, na concordância e na divergência, no sucesso ou no fracasso, com peito aberto para o aconchego, o abraço apertado, o conforto nas horas difíceis. 

Pai e mãe – solidários – criam filhos para serem livres e interdependentes. Esse é o maior desafio e a principal missão.

Pais devem aprender a ser desnecessários, buscando se  transformar em porto seguro para quando os filhos decidem atracar.

Pegando esse gancho, digo sempre aos meus pacientes - principalmente as mamães -  “Mamães Angustiadas pela Autonomia dos Filhotes” que quando esquecemos de parar de sermos mães, nossos filhos se afastam de nós…eles precisam pensar com suas cabeças, cometer seus próprios erros e acertos!

Convenhamos, é muito chato uma mãe eterna no nosso pé…precisamos reconhecer, aliás com muito orgulho que eles, os nossos filhos crescem, se tornam autônomos, e muito melhores que nós, Graças a Deus!

 Em suma como diz o texto, "é sinal de que os pais fazem um bom trabalho, quando percebem que estão sendo dispensados e desnecessários. É hora de descansar e curtir a turma de preferência à distância…

Lembrem-se pais , muito melhor ser solicitado que “oferecidos”.

Certa vez um senhor pediu-me ajuda como terapeuta, pois não sabia o que fazer com um sobrinho, filho único, cuja mãe veio a falecer há pouco tempo. Um jovem de 18 anos, totalmente dependente, não queria estudar, colaborar, nem trabalhar… sua mãe o educara assim, com tudo à mão e à boca…nunca soubera antes o que seria fazer algo útil e construir seu futuro. O jovem sobrinho estava desarmonizando toda a sua família de três filhos que por serem todos independentes, estudiosos, trabalhadores e responsáveis, não aceitavam o primo ocioso em sua casa.

Ao ouvir o relato de minha paciente, deparei-me com um outro paciente pedindo ajuda porque seus três filhos, não precisam mais dela, ela as vezes se acha inútil pois  são  totalmente independentes, apesar de ser bem formados moralmente e intelectualmente… e fui fundo: se você  morrer agora não deixará nenhum filho desamparado ou sob a responsabilidade de algum parente…diga meu Deus como sou feliz! A única falta que sentirão de mim será afetiva, emocional!

O problema maior foi fazer está mãe resignificar o conceito de "ser necessário". Com a TERAPIA  ela começou a ter  uma profunda gratidão à vida, a Deus e um tremendo orgulho da mãe que  foi um dia, quando eles necessitam de uma estou lá! Hoje continua a distância! Quando sou solicitada sou a primeira a chegar! Caso contrário fico na minha, assisto à distância o desenrolar de suas vidas com muitos acertos, com inúmeros erros mas que eles “tiram de letra”, com muito mais competência que eu faria, se estivesse em seus lugares. 


Pais que, apesar dos filhos já serem adultos e estarem casados, sentem-se responsável por conduzir a vida dos filhos e assumir despesas e responsabilidades deles, pode gerar uma família disfuncional e continuam entendendo que são necessários,

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Você é uma pessoa madura emocionalmente?


 

" A maioria das pessoas não quer liberdade, pois liberdade envolve responsabilidade, e a maioria das pessoas têm medo de responsabilidade" Freud

 
" Quando a dor de não está vivendo for maior que o medo da mudança a pessoa muda." Freud

 
Na relação do dia a dia com as pessoas, observamos comportamentos de natureza diversas, dentre elas, observamos  pessoas depressivas, obsessivas, neuróticas, ansiosas, psicóticas e até pessoas que fisicamente amadureceram, mas mantém emocionalmente imaturas, o texto abaixo relata de forma suscita algumas características que pode definir esta pessoa. Você é esta pessoa?

 

"A maturidade nos ensina a procurar soluções antes de culpados". Valter Rodrigues

  

"Maturidade emocional é perceber que não tenho necessidade de culpar ou julgar ninguém pelo que acontece comigo". Anthony de Mello

 A idade cronológica das pessoas nem sempre coincide com a emocional. É mais comum, inclusive, a maturidade física chegar antes. Muitos adultos mantêm atitudes infantis diante das circunstâncias da vida. Assim como há jovens precocemente maduros. É humanamente impossível controlar absolutamente todas as emoções, mas é bastante viável ter domínio sob muitas delas. Para isso é preciso crescer. Para crescer é necessário se conhecer, se amar, ter tolerância e, principalmente, saber lidar com frustrações.

 
O que significa amadurecimento emocional?

 Significa entender que não existe amor maior do que o amor próprio, aprender, aceitar e conviver com o que a vida nos apresenta e seguir adiante. Uma pessoa madura sabe que o amor próprio é fundamental para que possamos amar o próximo. É necessário se amar primeiro para poder fazê-lo com outras pessoas do fundo do seu coração, sem abandonar seus próprios sonhos. Sabe lidar com a frustração, ela compreende que as frustrações faz parte da vida e sabe que este sentimento  tem que ser controlado e canalizado de uma forma positiva, de modo que a pessoa seja capaz de enfrentar as dificuldades e constrangimentos que o dia-a-dia lhe apresenta.

 Maturidade emocional é a habilidade que a pessoa tem de se relacionar com outras da melhor forma possível para si mesma. É evitar que problemas pessoais interfiram no desempenho profissional. É a capacidade de ver a vida por um ângulo mais positivo. É ser simpático com os outros mesmo diante de contrariedades. É a aceitação de si mesmo. É ter respeito para consigo e com os outros. É ser paciente, objetivo e ter capacidade de lidar com adversidades sem se deixar abater totalmente. Sem se indignar ou sofrer sem motivos suficientes e reais. É conhecer os próprios limites e respeitar os dos demais. É saber fazer escolhas e arcar com as conseqüências delas. A pessoa emocionalmente madura tem bom domínio sobre as próprias emoções e é capaz de rir de si mesma, por conta de seu bom senso de humor. A maturidade emocional também é aceitar a responsabilidade pelas conseqüências de seus atos,


A pessoa imatura tem baixa tolerância à frustração, desta forma ela é uma pessoa que tem uma  percepção distorcida das situações vividas, porque só vê o lado negativo das coisas; tem uma tendência a querer controlar todos os acontecimentos de sua vida e a incapacidade de manter esse controle se reflete em um sentimento de desânimo e se sente incapaz de suportar o desconforto que implica enfrentar situações difíceis da vida.

 As pessoas que aprendem a tolerar a frustração vivem com menos estresse, porque são capazes de ver o problema como uma oportunidade e, consequentemente, têm clareza suficiente para procurar soluções adequadas, pois não respondem com uma intensidade desproporcional diante de qualquer inconveniência.

 A maturidade emocional não surge do nada; exige trabalho, esforço, boa vontade e o desejo de olhar para dentro e se conhecer melhor, observando a perfeita sintonia da cabeça e o coração. Amadurecer significa encarar a realidade como ela é, muitas vezes bem mais dolorosa do que do esperado ou gostaria.

 As pessoas emocionalmente maduras sabem que a vida fica muito melhor quando é vivida em liberdade. Então, deixam ir o que não lhes pertence, porque entendem que ficar preso ao passado nos impede de fechar ciclos e curar nossas feridas emocionais. A maioria de nós sente muito medo, principalmente quando se trata de soltar as amarras e deixar a vida fluir.Pensar que o passado foi melhor é muito doloroso; nos impede de soltar e deixar ir. Saber dizer adeus ao passado.

 Os imaturos emocionalmente não conseguem olhar para o seu passado emocional sem dor.

Limpar a dor do nosso passado é absolutamente necessário para avançarmos em nosso caminho emocional. As ervas daninhas crescem rapidamente; se não limparmos nosso caminho, não veremos o que está próximo.

 As pessoas emocionalmente imaturas não sabem da importância de viver no presente, superando e aceitando o que passou. O que aconteceu, já aconteceu; não podemos mudar. Os imaturos emocionalmente não aprende com os erros, por isso na maioria tem um caráter neurótico.  Seguir em frente é difícil.

Se perdermos o contato com o nosso interior, não nos afastamos dele, mas permitimos que o negativo do nosso passado interfira na nossa vida presente. Isso é muito doloroso.

   “É por esse motivo que, quando tivermos aprendido o suficiente sobre a nossa dor, perderemos o medo de olhar para dentro e curaremos nosso passado emocional para avançar mais um passo na vida”.

 

"Qual a sua responsabilidade na desordem daquele você se queixa". Freud

 A maturidade emocional nos ajuda a entender melhor nossos próprios sentimentos e os dos demais. As pessoas emocionalmente maduras se esforçam para escrever e pensar sobre as suas opiniões ou sobre como se sentem. Têm consciência do que pensam e sabem.

 
“Amadurecer é ter cuidado com o que diz, respeitar o que ouve e meditar sobre o que pensa”.


A clareza mental das pessoas maduras contrasta com a preguiça e o caos mental das pessoas imaturas. Portanto, a maturidade emocional ajuda a resolver problemas cotidianos de forma eficaz. Ver o problema em menor escala, enquanto o imaturo, o mesmo problema, tem uma dimensão gigantesca.

 Os imaturos são aprisionados com queixas e  podem entrar  em labirintos sem saída. As pessoas emocionalmente maduras já aprenderam que somos o que pensamos.  Se você agir mais e reclamar menos, significa que está crescendo emocionalmente. Evitar  reclamações  é a melhor maneira de promover mudanças.Quer viver infeliz? Reclame de tudo e de todos.

 As pessoas maduras conseguem ser empáticas, sem se deixar influenciar pelas emoções. Têm respeito por si mesmas e pelos outros. Têm habilidade para se relacionar da melhor forma possível com os demais; sabem ouvir, falar e trocar informações. Aprenderam a olhar de forma generosa para o outro; todos nós temos valores diferentes, mas queremos ser aceitos e felizes.

 Aprendemos com os nossos erros; falhar nos permite enxergar os caminhos que não devemos seguir.

 As pessoas maduras não se punem por possuírem limitações, simplesmente as aceitam e tentam melhorar. Sabem que nem sempre tudo acontece como queremos, mas cada erro é uma boa oportunidade para o crescimento pessoal. Não se auto pune  pelos seus erros, não se culpa, e quando sente culpa  é terapêutica.

 O maduro emocionalmente "Não" é perfeccionista e nem espera a perfeição dos outros. Esquece as desavenças e perdoa, começado  por ele mesmo.

 As couraças emocionais pertencem ao passado. É muito importante ter comprometimento, amor, autoconfiança e acreditar nas pessoas. Não seja perfeccionista e nem espere a perfeição dos outros. Esqueça as desavenças e perdoe, inclusive a você mesmo.

 
“Desfrute do tempo compartilhado da mesma forma que desfruta do tempo sozinho”.

 Maturidade emocional é assumir o controle da sua vida, ter sua própria visão de mundo e ambição para a sucesso. Ao desenvolver a maturidade emocional a vida torna-se um prazer, e não uma obrigação.

A maturidade emocional está intimamente ligada à capacidade de sentir e de se colocar no lugar do outro, nos  faz com que tenhamos a abertura para ouvir as várias respostas para uma mesma pergunta e entender que a nossa não é a verdade absoluta. A maturidade emocional nos faz entender que a minha necessidade não é menos e nem mais importante que a do outro.

 A maturidade emocional diferencia os corruptos, traidores, violentos, assassinos, aproveitadores, sem-palavras, charlatões, enrolões, abusadores, perversos, impacientes, intolerantes, presunçosos, folgados, procrastinadores, indiferentes e fugimos deles.

 Os imaturos  acreditam ser mais merecedores que outros e, portanto, se dão à comodidade de serem cegos, surdos e mudos para qualquer necessidade que não seja a sua própria.

 Sendo imaturos não somo empáticos. A imaturidade emocional  é o câncer da mente, mas sua ausência, a cura dele.


 
Como romper essa dinâmica incapacitante?
 Para nascer é necessário cortar o cordão umbilical, nascer é sofrido, respirar dói, mas é a única forma de entrar no ciclo da vida. Para sair dessas relações dependentes, é necessário sair da acomodação do útero familiar. Enganam-se aqueles que consideram isso ajuda, pois cada filho precisa aprender a viver sua competência e a sobreviver dela.
 O prazer, seja de uma conquista sexual, da compra de um bem, da realização de um sonho ou da sensação de conseguir determinada façanha, só tem sentido quando se consegue dizer Eu consegui”. Há de se sair do conforto de ser ajudado para que a maturidade possa acontecer. Se isso dói? É claro que dói, mas sem viver a dor, não se desfruta o prazer dessa conquista e se vive eternamente na ameaça de não ser capaz! PROCURE AJUDA DE UM PSICOTERAPEUTICA, ELE VAI TE AJUDAR.
 

quinta-feira, 2 de junho de 2016

O medo x Neurose


" As neuroses são geradas não só por experiências individuais incidentais, como também pelas condições culturais específicas em que vivemos [...]. É um destino individual, por exemplo, ter uma mãe dominadora ou que se sacrifica, mas é somente em condições culturais definidas que encontramos mães dominadoras ou que se sacrificam" . - Karen Horney

"Tudo que você quer está do outro lado do medo" - George Addair

"O Que te preocupa, te domina" - Jonh Luke

"Desejo que você
Não tenha medo da vida, tenha medo de não vivê-la.
Não há céu sem tempestades, nem caminhos sem acidentes.
Só é digno do pódio quem usa as derrotas para alcançá-lo.
Só é digno da sabedoria quem usa as lágrimas para irrigá-la.
Os frágeis usam a força; os fortes, a inteligência.
Seja um sonhador, mas una seus sonhos com disciplina,
Pois sonhos sem disciplina produzem pessoas frustradas.
Seja um debatedor de idéias. Lute pelo que você ama." - Augusto Cury


Diz-se que as pessoas aprendem pela experiência e, em geral, isto é verdade. A experiência e a melhor e talvez único e verdadeiro professor. Mas quando esse aprender está inserido no âmbito da neurose de alguém, a regra parece não ser aplicável. A pessoa não aprende pela experiência; ao contrário, repete o mesmo comportamento autodestrutivo vezes e vezes seguida. Vejam  exemplos de alguns  casos abaixo:

Caso 1

João I é um homem que sempre se encontra em condição de ajudar os outros. Responde com grande solicitude quando alguém o procura  buscando ajuda. Posteriormente, sente-se usado e fica ressentido porque não acredita que a pessoa por ele ajudada apreciou devidamente sua dedicação. Volta-se contra quem prestou assistência e decide ser menos disponível e mais crítico em relação às solicitações de ajuda que receber da próximas vez. Porém quando sente que existe alguém em dificuldade, oferece seus serviços, inclusive antes de ter sido requisitado pensando que desta vez o resultado será diferente. Mais uma vez, porém, acontece como antes. Essa pessoa não aprende, porque seus préstimos têm uma qualidade compulsória. Sua ajuda é levada ajudar por força que escapam a seu controle.

Caso 2

Maria I, em seus relacionamentos com homem, assume um papel maternal. O efeito desta postura é infantilizar o homem e privar-se de sua realização sexual. Esta talvez interrompa a relação sentindo-se usada e ludibriada, culpando a imaturidade e a fraqueza do homem pelo fracasso do vínculo. Da próxima vez, diz, escolherá um homem que consiga ficar de pé por si mesma , e não precise mais de mamãe. Mas a vez seguinte acaba sendo como as outras. Um estranho destino parece impeli-la para as próprias situações que está procurando evitar. Ela é levada a bancar a mãe de seus parceiros, por força desconhecida em sua personalidade.

Os dois casos apresentados são as pessoas apresentam comportamentos neuróticos. O caso 1( João I ), uma parte de sua personalidade quer ajudar , uma outra não. Se ajuda, sente-se ressentido; se não ajuda, sente-se culpado. Esta é uma típica armadilha neurótica da qual não há como sair, exceto refazendo os passos que levaram a mesma. Existe um conflito inconsciente a exemplo do caso 2 ( Maria 1). Maria 1, apresenta um conflito inconsciente que lha subjaz. Seu conflito está  entre o seu desejo de um relacionamento sexual satisfatório e saudável com um homem, e o medo desse mesmo relacionamento. Para ela bancar a mãe é uma tentativa de superar sua ansiedade sexual, pois isso lhe permite negar a si mesma o medo de entregar-se, render-se a um homem. Agindo como mãe, sente-se necessária e superior.

Outro caso que poderá fazer você entender o caráter neurótico de uma pessoa descreveremos  abaixo:

Caso 3 ( Maria II )

Maria II tinha grande dificuldades para estabelecer um relacionamento com um homem. Maria II quando encontrava alguém por quem sentia-se atraída, adotava uma atitude excessivamente crítica. Enxergava todas as fraquezas e defeitos  dele, rejeitando-o. Não é difícil ver que a atitude exageradamente crítica  de Maria II é uma defesa contra o temido perigo de ser ela mesma rejeitada. A sua defesa é proteger-se, rejeitando o homem primeiro. Mas saber disso também não ajuda muito. A causa de seus medos está além de seu controle. Para ajudá-la, um terapeuta precisa conhecer que forças em sua personalidade  ditam seu comportamento. Uma observação que podemos adianta-la e que seu comportamento só alterava quando sentia atraída. Com os outros era uma pessoa solicita, amistosa,descontraída e bom relacionamento. Em suma, o processo psicoterapeuta identificou que a grande dificuldade de Maria II só aparecia quando ela nutria algum sentimento especial pela pessoa. Ela não conseguia suportar esta sensação; era por demais dolorosa e, por isso, fugia da situação.
Através da análise é possível descobrir o que aconteceu com essa pessoa, quando foi criança, para criar este problema. A análise identificou que Maria II, quando criança, sofreu rejeição e está rejeição lhes causou uma dor tão  avasaladora que ela precisou guarda-la a sete chaves para poder sobreviver,  ela não tinha como se defender a não ser reprimir.  Maria II obstrui seu coração para que não sentisse dor tão intensa e agora não ousa desobstruir- lo. Amar é abrir o coração e Maria l tem medo de fazê-lo por causa da dor que isso implica. Para para Maria II, o conflito ( neurose) ocorre entre o seu desejo é o medo de amar.

O que torna tal conflito neurótico é a repressão que a pessoa executa sobre o elemento negativo. Assim, o homem (João I ) prestativo nega seu ressentimento quando lhe pedem que o ajude; a mulher (Maria I) que banca a mãe nega seu medo de sexo, e a pessoa ( Maria II)  exageradamente crítica nega a sua capacidade de amar. Essas pessoas são  incapazes de encarar sua dor e a raiva à qual a dormitar surgimento, a pessoa neurótica esforça-se por superar seus temores, ansiedades, hostilidades e raiva. Uma parte de si mesma procura sobrepujar outras, o que dilacera a unidade do ser e destrói sua integridade. As pessoas neuróticas esforça-se para vencer a si mesma, que certamente fracassará. É o fracasso é inaceitável e não sabem que a aceitação do fracasso podem torna-se livre da neurose.

Lembramos que saber dos comportamentos não resolve o problemas, é preciso uma análise mais profunda pois sua resposta neurótica e seus medos estão  além de seu controle.



Segundo Alexander Lowen, a neurose não é, costumeiramente, definida como medo da vida mas é exatamente isso. A pessoa com esta característica tem medo de abrir seu coração ao amor, teme estender a mão para pedir ou para agredir; amedronta-a ser plenamente si mesma. Quando abrimos o coração ao amor, ficamos vulneráveis ao risco da mágoa; quando estendemos os braços à frente, nos arriscamos à rejeição; quando agredimos, há a possibilidade de sermos destruídos.  Vida ou sensações de maior intensidade do que aquelas  a que a pessoa está habituada é algo perigoso pois que ameaças inundar o ego, ultrapassar seus limites, liquidar sua identidade. É assustador sentir mais vitalidade, ter sensações mais intensas. Às vezes sensações intensas e boas é assustador e gera medo, e o processo se torna neurótico. Viva intensamente o momento, deixe o passado e não olhe o futuro. 

Trabalhei com um jovem rapaz cujo corpo estava bastante destituído de vitalidade. Era tenso e contraído, os olhos estavam sempre amortecidos, respiração sufocante. Seu corpo tornou-se mais vivo com alguns movimentos terapêuticos de respiração. Seu olhos começaram a iluminar, sua respiração ficou mais continua e ainda disse: estou sentindo minhas pernas, meu corpo está mais leve. Ele concluiu. "Doutor é vida demais! Não consigo aguentar".

Na verdade o relato acima, em certa medida mostra que todos nós estamos na mesma situação. Queremos nos tornar mais cheio de vida, sentir mais, e dessa forma temos medo de sentir vida e de viver.

Nosso medo da vida se espelha em nossa maneira de nos mantermos ocupados a fim de não sentirmos, de ficarmos na correria, não nos encararmos de frente, de nós alcoolizarmos ou drogarmos a fim de não sentir o nosso ser. Por sentirmos o medo da vida , procuramos controlá-la, dominá-la. Acreditamos que é ruim ou perigoso sermos levados de roldão por estas emoções. Que tem medo de viver admira as pessoas frias, capaz de agir sem sentimentos. Nosso herói é James Bond, um agente secreto que não erra. A ênfase de uma pessoa que tem medo é de não ser uma pessoa e sim uma pessoa de sucesso. O lema é: faça mais, sinta menos. Esta atitude caracteriza grande parte da moderna sexualidade: mais atuação, menos paixão.
Independente de quão bem nos saímos, como pessoas somos um fracasso. Acredito que a maioria de nós sinta o fracasso em si mesmo. Temos percepção apenas nebulosa da dor, da angústia, do desespero que jazem somente a milímetro da superfície. Mas estamos determinado a superar nossas fraquezas, dominar nossos temores, conter nassas ansiedades. Eis por que são tão populares livros a respeito de auto-aperfeiçoamento, ou do tipo Como fazê-lo, as demais mais. Infelizmente estes esforços estão fadados a a fracassar. Ser uma pessoa não é algo que se possa fazer. Não é um desempenho. Talvez temos que dar uma parada para termos tempo de respirar e sentir. Talvez percamos a dor neste processo e se tivermos coragem para aceitá-lo, também sentiremos prazer. Se pudermos encarar nosso vazio interior , encontraremos um preenchimentos. Se pudermos atravessar nosso desespero, descobriremos a alegria. Talvez precisamos de ajuda para este empreendimento terapêutico.
Será destino do homem moderno, ser neurótico, ter medo da vida? Sim, se por um homem moderno definirmos o membro de uma cultura cujos valores predominante sejam o poder e o progresso. Uma vez que são estes os valores que assinalam a cultura ocidental no século vinte, decorre que toda pessoa criada na mesma é neurótica, sim.

O neurótico está sempre em conflito consigo mesmo. Parte do seu ser está tentando sobrepujar uma outra parte. Seu ego está tentando dominar seu corpo; sua mente racional, controlar seus sentimentos; sua vontade, supera medos  e ansiedades. Apesar de este conflito ser em grande parte de sua extinção ser inconsciente, seu efeito consiste em esvaziar a energia da pessoa e destruir sua paz de espírito. Neurose é um conflito interno. O caráter neurótico assume muitas formas, mas todas elas envolvem uma luta, no interior da pessoa, entre o que ela é e o que acredita que deva ser. Toda pessoa neurótica é prisioneira deste conflito.

A pergunta é! Como surge um tal estado de conflito interno? Por que o homem e a mulher  moderna padece deste conflito? No caso individual, a neurose emerge no bojo de um contexto familiar. A situação familiar, contudo,  reflete a cultural, pois a família está sujeita a todas as forças da sociedade da qual faz parte. Para entendermos a condição existencial do homem e da mulher moderna e conhecermos seu destino, devemos investigar as fontes de conflito de sua cultura.
Com alguns conflitos de nossa cultura estamos familiarizados. Por exemplo, falamos em paz, mas nós preparamos para a guerra. Defendemos a conservação ecológica mas, exploramos os recursos naturais com vistas ao lucro. Estamos comprometido com metas de poder e progresso e, no entanto , desejamos prazer, paz de espírito, estabilidade. Não nos damos conta que de que poder e prazer são valores opostos e que o primeiro exclui o segundo. O poder desencadeia, inevitavelmente, o conflito pela posse, o qual com frequência coloca pai contra filho, irmão contra irmão. É uma força divisível, dentro de uma comunidade. O progresso denota uma atividade constante que leva à mudanças do velho em novo, devido à crença de que o novo sempre é superior ao velho. Embora isto possa ser verdade em alguns casos ( na área técnica ), como crença é perigoso. Disto decorre que o filho é superior ao pai é que a tradição é somente o peso morto do passado. Existem culturas nas quais prevalece outros valores, nas quais o respeito pelo passado e pela tradição é mais importante do que o desejo de mudar. Nestas culturas, são minimizados os conflitos, é rara a neurose.

Os pais, como representante da cultura, tem a responsabilidade de inspirar nos filhos valores da mesma. Exigem de um filho atitudes e comportamentos destinados a inseri-lo na matriz social e cultural. Por outro lado, a criança resiste a estas exigências pois que significa uma domesticação de sua natureza animal. A criança tem que ser violada para que a façam pertencer ao sistema. Por outro lado, a criança deseja anuir com as mesmas a fim de garantir o amor e a aprovação de seus  pais. O resultado final dependerá da natureza destas exigências e do modo como serão cumpridas. Com amor e compreensão, é possível ensinar a uma criança os hábitos e rituais de uma cultura, sem violar seu espírito. Infelizmente, na maioria dos casos, o processo de adaptação de uma criança à cultura não deixa por menos; viola efetivamente seu espírito, tornando-a então neurótica, fazendo sentir medo da vida.




Referência
1.Organização Mundial de Saúde (2008) Classificação Internacional de Doenças 10a edição. http://
2. Zimmerman, 1994,
3. DSM-IV, 1994,
4. transtorno de personalidade dependente
  - http://www.mentalhealth.com/home/dx/dependentpersonality.html
5. Ansiedade , FREEMAN, Daniel
6. Fobia e Panico, TRINCA, Walter
7. Psicoterapia de Orientacao Analitica, ELZIREK,Claudio L.
8. Psicoterapia e Semiologia dos Transtonos  Mentais, DALGALARRONDO, Paulo
9. Manual de Tecnica Psicanalitica,  Zimmerman
10. Psicologia, DAVID G.MYERS
11. Medo da Vida, Alexander LOWEN
12. Meus tempos de ANSIEDADE, SOTT STSSEL

       
  José Valter Rodrigues Lima

Psicanalísta Clínico e Mestre em Psicanálise Aplicada  à Educação e Saúde

sábado, 31 de outubro de 2015

O QUE É ANSIEDADE? Inata ou Adquirida

A ansiedade não esvazia o sofrimento do amanhã, mas esvazia a força do presente, o hoje. 


Na abordagem psicanalítica analisamos a ansiedade como uma sensação virtualmente presente em qualquer pessoa e funciona como importante sinal de alerta, ou seja, todos os indivíduos possuem ansiedade em maior ou menor grau. Tornando-se patológico caso traga prejuízos significativos na vida do indivíduo.
Por exemplo, é normal quando um indivíduo apresenta uma palestra ou um seminário que se sinta ansioso alguns minutos antes de iniciar, porém, quando a ansiedade apresenta prejuízos na vida tais como:  insônia, taquicardia, calafrios, sudorese, falta de ar, tremores e etc. Podemos analisar que é necessário uma intervenção psicoterapêutica (psicólogo) e psiquiátrica(médico psiquiatra) .

O QUE É ANSIEDADE?

Ansiedade é um mecanismo de defesa(uma resposta de defesa), é uma reação ao perigo percebido. Ansiedade é um "aviso", um alerta que nosso corpo emite, de que algo não está bem, que há algum perigo percebido, real ou não, interno ou externo.
A ansiedade em níveis exagerados passam a não mais nos proteger mas a paralisar diante de coisas que não merecem tanto medo,


" O assassinato, assim como o talento, às vezes ser de família " , ironizou o escritor vitoriano G. H. Lewes. Se estivesse falando sobre a ansiedade, Lewes poderia ter- se permitido um pouco mais de certeza. De fato, ao que parece, a ansiedade é de família. Por exemplo, uma pessoa propensa a ansiedade grave provavelmente tem um pai ou uma mãe - e mesmo uma avó ou avô - com o mesmo problema.
Por quê? Nós herdamos a ansiedade através de Genes, ou a aprendemos com nossos parentes mais próximos? Os níveis de ansiedade estão gravados biologicamente em nossos circuitos neurais, ou são produtos das experiências de vida, isto é, de nosso meio? Ao longo dos anos, ambas foram estudadas por especialistas. A seguir procuramos descrever a origem da ansiedade e responder se é inata ou Adquirida.

ANSIEDADE TEM  CONTRIBUIÇÃO GENÉTICA ?


Todos nós estamos familiarizado com o termo gene, e a maioria das pessoas sabe que os genes estão envolvidos na transmissão de característica de país para filho. Mas, para além disso, podemos ficar um pouco confuso. Então, o que exatamente são os genes?

Vamos ver: cada célula em nosso corpo contém 23 pares de cromossomos, que são estruturas compostas de ácido desoxirribonucleico, chamados DNA,  e outras substâncias bioquímicas. Uma de cada par e herdado da mãe e o outro do pai. Cada cromossomos, em cada célula, milhares de genes - essencialmente, molécula de DNA estendidas - que contêm as regras biológicas que determinam o nosso desenvolvimento.  Com a exceção dos gêmeos idênticos, a composição genética de cada indivíduo é diferente.

Como podemos saber se os genes são responsáveis pela ansiedade ou por qualquer outra característica? Um ponto de partida razoável é o histórico familiar. No entanto, embora essa estratégia possa salientar uma similaridade entre membro de uma mesma família, não nos ajude a decidir se essa similaridade ou agregação familiar é resultado dos genes ou do meio. Afinal, as famílias costumam ter em comum uma boa parte de ambos.

Dito isso, certos tipos de família fornecem aos estudiosos no assunto uma importante maneira de desfazer o nó gene/meio. Essas famílias são as que têm gêmeos idênticos. Os fraternos se desenvolve a partir de óvulos separados, dai o termo técnico dizigóticos, que foram fertilizados por espermatozoides, diferentes. Como todos os irmãos, os gêmeos fraternos tem 50% de genes em comum. Os gêmeos idênticos  ou monozigóticos , por outro lado , resultam da fertilização, por um único espermatozoide, de um óvulo que posteriormente se divide em dois. Em consequência, sua composição genética é exatamente a mesma. Se um transtorno de ansiedade, por exemplo, tem mais probabilidade de ser partilhado por gêmeos idênticos do que gêmeos fraternos, podemos ter quase certeza de que a diferença é resultado de fatores genéticos.
Quase certeza, mas não certeza absoluta, porque gêmeos idênticos pode ter mais experiência em comum do que gêmeos fraternos, embora que o meio exerça influência similar em ambos os tipos de gêmeos. É aqui que entram os estudos sobre adoção. Imagine, por exemplo, que gêmeos idênticos foram separados no nascimento é destinados a família  adotivas diferentes. ( É claro que isso não é algo que ocorre todos os dias; mesmo assim, acontece e tem sido estudado por geneticistas comportamentais)
Cada um dos gêmeos é criado com seu irmão adotivos. Porém, apesar de partilharem do mesmo ambiente familiar durante a infância, quando avaliados na idade adulta, os gêmeos e seus irmãos adotivos têm níveis de ansiedade diferentes. Há, entretanto, uma correlação significativa entre os níveis os dos irmãos gêmeos, apesar do fato de que eles nunca se encontrariam, e entre os níveis dos gêmeos e os de seus pais biológicos. Entre os níveis de ansiedade dos gêmeos e os de seus pais adotivos não há correlação. Estudos desse tipo é difícil realizá-los, sobretudo gêmeos idênticos são relativamente raros.
No caso de ansiedade, as pesquisas indicam que os genes exerce um papel. Todos se sentem ansiosos de tempos em tempo; dificilmente seríamos humanos se não fosse assim. Contudo, a frequência, a intensidade e a duração de nossos episódios de ansiedade são parte de nossa personalidade.
Os psicólogos e psicanalistas chamam de neuroticismo está predisposição à ansiedade algo que todos temos em maior ou menor grau. Estima-se que a hereditariedade do neurocetismo é em torno de 40%. Os transtornos de ansiedade são, em parte, hereditários - em torno de 20 a 40%. As pesquisas mostram que alguns dos estilos de personalidade típica de pessoas com problema de ansiedade - por exemplo, a tendência a interpretar acontecimentos ambíguos como potencialidade perigosos ou uma hipersensibilidade às mudanças fisiológicas desencadeada pela ansiedade - também são em  parte hereditários. O que significa hereditariedade? Para o caso acima não significa que 40% das diferenças dos níveis de neuroticismo de uma pessoa é necessariamente resultado da genes. O que significa é que em torno de 40% das diferenças nos níveis de neuroticismo em toda a população pessoa provavelmente têm origem genética. Portanto, a hereditariedade não nos diz nada a respeito de casos individuais; só é relevante para grandes amostras estáticas. O resultado das diferenças entre as pessoas são produtos de fatores associados ao meio.

ANSIEDADE TEM A CONTRIBUIÇÃO AMBIENTAL?

Por mais importantes que seja os genes para a experiência de ansiedade, o meio faz uma contribuição ainda mais significativa. Como vimos, as pesquisas indicam que os fatores genéticos determinam até 40% da hereditariedade da ansiedade - o que significa que o meio responde por 60% ou mais. Então, quais são os fatores de risco ambientais para o os transtorno de ansiedade?
Ainda é pouco sabido sobre como as experiências da idade adulta contribuem para o problema. Em vez disso, o foco incidiu em experiências da infância, e quatro em particular: trauma e outros acontecimento perturbadores; estilo de criação dos pais; estilo de apego e aprendizado.

Porém, antes de examinar em mais detalhe esses quatro fatores, lembramos que nenhum deles é causa determinante de transtorno de ansiedade. Por exemplo, muitas pessoas sobrevivem a uma infância traumática sem desenvolver problema de ansiedade, e muitas das que sofrem deu-me um transtorno de ansiedade tiveram uma infância relativamente feliz. Como vimos com relação aos genes, o processo de causalidade é muito mais complexo, e na verdade pode envolver uma interação complexa entre componente genética e experiência de vida.

Traumas e outros acontecimentos perturbadores como fatores que geram ansiedade

Inúmeras pesquisas mostram que crianças expostas a experiências traumáticas ou desagradáveis, como bullying ou provocações, conflitos domésticos, abuso físico ou sexual, ou morte de um dos pais têm maior risco de desenvolver transtorno de ansiedade.
O psicoterapeuta e sua equipe Murray Stein pesquisaram 250 adultos canadenses, metade dos quais haviam sido diagnosticados com transtorno de ansiedade e metade ( grupo de controle ) selecionado de forma aleatória  entre a população da cidade. Eles verificaram que 15,5% dos homens e 33,3% das mulheres com transtorno de ansiedade haviam sofrido abuso físico quando criança em comparação a 8,1% do grupo de controle. De maneira similar, o o abuso sexual infantil era muito mais comum entre as mulheres com transtorno de ansiedade(45,1%) do que entre mulheres do grupo de controle ( 15,4%).
Perguntar por esses tipos de experiências resultam em problemas de  ansiedade pode parecer redundante. Não é de supreendentemente que crianças que foram espancadas ou sofreram abuso sexual tornarem más medrosa do que a média. Logo, assim como com todos os fatores genéticos ou ambientais que contribuem para a ansiedade, não há nada de inevitável nesse processo. Muitas crianças sofrem traumas aterradores e, ainda assim, não desenvolvem transtorno de ansiedade.
 Para os casos que resultem em transtorno de ansiedade, os psicoterapeutas e psicanalistas tentaram identificar os padrões de pensamento e comportamentos subjacentes. Afirmou-se, por exemplo, que crianças que não receberam os cuidados de que necessitavam forma opiniões sombrias  a respeitos de se mesmo e de outras pessoas. O mundo pode parecer um lugar perigoso, e elas talvez não tenham fé em sua capacidade de lidar com ele.
Paralelamente, em perspectivas diferente, os neurobiologos assinalaram que animais expostos a estresse prolongado sofrem mudanças permanentes no celebro, o os torna especialmente suscetíveis a ansiedade. Talvez essas primeiras experiências de vida provoquem uma mudança similar nas crianças.

É UM ESTILO DE CRIAÇÃO?

Os problemas de Ansiedade não são apenas de pais abusivos ou negligentes. Pais que tentam controlar o comportamento dos filhos com demasiado rigor - possivelmente por um desejo de protegê-los - podem sem querer, enviar a mensagem de que o mundo é um lugar perigoso. Eles também roubam da criança a chance de descobrir que, de modo geral, elas é capaz de lidar com os problemas que encontra.

Quando os psicólogos/ psicanalistas solicitam que adultos ansiosos e não ansiosos falem sobre infância, os adultos ansiosos tendem a descrever os pais como super protetores ou controladores. É claro que as memórias nem sempre são confiáveis. No  entanto, existem alguns estudos observacionais com crianças que corroboram essas descobertas. Um estudo, por exemplo, pediu a crianças clinicamente ansiosas e não ansiosas que resolvessem uma série de problemas difíceis. Os pais presentes sabiam a solução, mas eram aconselhados a "se envolver somente se a criança realmente precisar". Logo ficou claro que os pais de crianças ansiosas tinham muito mais probabilidade desse intrometer do que dos outros pais. Agora, se essa tendência a controlar comportamento da CRIANÇA se revela em um contexto relativamente inofensivo, como seria em situação em que o risco potencial é maior?
Embora este é outro estudo indique uma associação entre pais superprotetores ou controladores e a ansiedade da criança, eles não ajudam a explicar a questão da causalidade. Em vez de produzir ansiedade nas crianças, esse tipo de atitude por parte dos pais talvez seja a resposta à ela. O tipo de pesquisa que poderia responder essa pergunta, avaliar pais e filhos durante anos, e não,em um momento específico, é bastante raro. Contudo, os que existem apontam para uma interação entre temperamento da criança e o estilo de criação do adulto ( pais ou cuidadores).
Um estudo descobriu que era possível prever o nível de medo de uma criança pequena examinando a frequência com que esta, quando bebê, recebeu colo da mãe quando não precisava de ajuda. Porém, isso só era verdade com relação às crianças que quando bebês ficavam muito irritados ao se depararem com pessoas ou situações novas. Dai que a superproteção dos pais pode ser uma reação ao nervosismo inato da criança, mas uma reação que exacerba esse nervosismo - o que, por sua vez, desencadeia comportamentos ainda mais protetora e controladores por parte do adulto.

É UM ESTILO DE APEGO ?

Um ponto de vista alternativo sobre as relações entre pais e filhos e sua influência sobre a ansiedade e fornecido pelas pesquisas sobre o estilo de apego.

Os recém-nascidados tendem a não estar muito preocupados com quem está proporcionando-lhes o cuidador a atenção de que necessita. Como você talvez tenha notado, eles normalmente gostam de ser passados de um adulto a outro, mesmo que nunca os tenha conhecido.

Isso tudo muda entre os sete e os nove meses de idade. Aos poucos, o bebê desenvolve um apego - definido por Jerome Kagan como " uma relação emocional intensa que é específica a duas pessoas, que perdura por muito tempo e em que a separação prolongada do parceiro e acompanhada de estresse e tristeza" - a pessoa em particular. Em geral essa pessoa e a mãe, porque é ela que quem costuma cuidar da criança a maior parte do tempo, mas pode ser uma outra pessoa esse papel, exemplo: a babá, a avó, enfim uma cuidadora que passe muito tempo cuidando da criança. O bebê chora quando a mãe vai embora, isso é conhecido como ansiedade de separação, e se agarra a ela quando pessoas estranhas estão por perto, a chamada ansiedade diante de estranhos.
John Bowlby ( 1907 - 1990 ), afirmou o desejo de apego e inato: somos geneticamente programados para formar esses vínculos porque eles representam nossas melhores chances de sobrevivência. Bowlby acreditava que nada é tão importante para o futuro bem-estar de um indivíduo quanto essas primeiras relações.

É possível ter uma ideia um tanto confiável do estilo de apego de uma criança do usando a técnica da "situação estranha" concebida por Mary Ainsworth ( 1913- 1999) nos anos 60.
A situação estranha começa com o pesquisador recebendo o bebê - normalmente por volta de um ano de idade - e a mãe na sala onde o experimento será realizado. O pesquisador sai, e o bebê fica livre para explorar os brinquedos chamativos espalhados pela sala. Alguns minutos depois, um estranho entra. No início, o estranho fica em silencio, mas depois de um o dois minutos começa a conversar com a mãe; depois, cumprimenta a criança. A mãe sai; três minutos depois, ela volta e o estranho sai. A mãe deixa o bebê sozinho por alguns minutos antes de o estranho reaparecer. Então a mãe retorna, o estranho sai, e o experimento termina.

O que é crucial é a reação do bebê à ausência  e ao retorno da mãe. Crianças com apego seguro ficam felizes em explorar a sala enquanto a mãe está presente, mas ficam pouco incomodadas quando ela sai e alegres quando quando ela volta. Crianças com um apego de estilo ansioso- resistente grudam na mãe, não importa o quão chamativos sejam os brinquedos espalhados pela sala, e ficam perturbadas quando ela sai. Embora a criança ansiosa - resistente corra para a mãe quando ela volta, ela empurra a mãe, ou mesmo bate nela.

A criança ansiosa-evitaria, por outro lado, tende a ignorar  a mãe quando ela está por perto  e a não se preocupar muito quando ela sai. Quando a mãe reaparece, recebe o mesmo tratamento indiferente de antes.

Em um estudo notável, os psicólogos e psicanalistas entrevistaram 172  jovens de dezessete anos, todos os quais haviam passado pela avaliação da situação estranha aos doze meses de idade. Eles descobriram que os bebês que haviam manifestado  um estilo de apego ansioso - resistente apresentaram uma tendência maior a desenvolver o transtorno de ansiedade. Porque isso acontece? Em geral, o comportamento ansioso resistente reflete as tentativas da criança de lidar com uma criação marcada por atitudes inconsciente e imprevisíveis por parte dos pais, em que o tipo e recepção que elas têm depende totalmente do humor  da mãe ou do pai no momento . Possivelmente esse estilo de criação incute uma sensação de insegurança na criança, fazendo- a temer que ninguém vira em seu socorro se ela tiver algum problema. Em conseqüência disso, a criança está sempre em alerta para o perigo. Talvez também exista uma sensação de que o comportamento da mãe ou do pai é reflexo da insignificância da criança e, por implicação, de sua incapacidade de lidar com desafio e perigos.

Você pai, você mãe talvez tenha notado que as crianças ansiosas-evitarias nesses estudo não apresentaram maior risco de desenvolver transtornos de ansiedade posteriormente. Esse tipo de apego costuma ser produzido por pais que ignoram a criança com frequência. Talvez essas crianças aprendam a controlar a ansiedade que esse tipo de criação pode desencadear desenvolvendo uma independência protetora. Ao contrário das crianças ansiosas-resistente, que as vezes podem encontrar carinho e proteção nos pais, as crianças ansiosas -evitavas percebem que não tem outra escolha senão cuidar de si mesma.

É um Aprendizado ?

Muitos dos nossos medos são aprendidos? Sim, e não só com o que acontece conosco, mas também com as pessoas à volta - seja com base no que elas nos contam explicitamente ou no modo como se comportam. Para a maioria das pessoas, ninguém é mais influente do que os pais, embora, sem duvida, também possam aprender com outros adultos importantes e com seus pares.

A capacidade instintiva de uma criança para aprender com os pais foi demonstrada em um experimento realizado pelos psicólogos Friederike Gerull e Ronald Rapee que eles mostram a trinta crianças pequenas uma cobra de borracha verde e, em seguida, uma aranha de borracha roxa e estudaram suas reações. Enquanto os brinquedos eram mostrados , as mães das crianças foram orientadas a reagir de modo feliz e encorajador ou de modo assustado e repulsivo.

Mas tarde, a cobra e a aranha foram mostradas mais algumas vezes as crianças , mas nessas ocasiões a reação das mães foi absolutamente neutra. Os psicólogos observam que era possível prever como uma criança reagiria ao brinquedo quando o visse novamente, porque ela imitava a reação inicial das mãe. Se a mãe havia fingido medo, a criança ficava assustada.

Por outro lado, se  a mãe se mostrava calma  e feliz, a criança reagia da mesma maneira. Esta pode ser uma lição útil para pais preocupados. Embora os filhos possam copiar os comportamentos negativos dos pais, eles também podem aprender mensagens positivas. Os pais podem ajudar seus filhos a superar a ansiedade mantendo uma atitude otimista e tranquila com relação aos problemas da vida em geral e às situações que elas, crianças, consideram assustadoras em particular.

A  Ansiedade para Freud

A ansiedade está ligada com a expectativa que possui o individuo, ansiedade por algo. O pai da psicanálise, Sigmund Freud, classificava a ansiedade em três tipos: Realística, Neurótica e Moral. Sendo elas: A realística seria o medo de alguma coisa do mundo externo (por exemplo: punição dos pais).  A ansiedade moral seria aquela que decorre do medo de ser punido (sentirei culpa se fizer o que estou querendo fazer). E a ansiedade neurótica que é o medo inconsciente, não se sabe qual é o objeto. Esta ultima ocorre devido a natureza perturbadora e assustadora, cuja consciência não possui estruturas no momento, porém quando é analisada a ansiedade se torna realista ou moral.


Na teoria freudiana, o ego do indivíduo desenvolve uma proteção contra a ansiedade que consiste em negações inconscientes ou distorção da realidade. Chamamos essa proteção de mecanismos de defesas, simplificando, poderíamos dizer que os mecanismos fazem com que o indivíduo possua algumas anormalidades para preservação de seu ego.
Os mais comuns transtornos associados à ansiedade descritos na Classificação Internacional de Doenças (CID-10) que atendo em meu consultório são:
Transtorno do pânico, Agorafobia (medo de locais onde há multidão pelo fato de pensar não poder sair ), Fobia sociais (medo da humilhação no contexto social, sente-se exposto a julgamento e avaliação de outrem), Fobias específicas (as simples fobias: medo de objetos ou situações). Transtorno de Ansiedade generalizada (TAG) (Sem situação especifica), Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) (ideias obsessivas ou comportamentos compulsivos).
Cada caso um destes casos são tratado de forma diferente, e com um acompanhamento psiquiátrico, pois remete a um tipo distinto da origem da ansiedade, por isso, não existe uma receita pronta.




Referência
1.Organização Mundial de Saúde (2008) Classificação Internacional de Doenças 10a edição. http://
2. Zimmerman, 1994,
3. DSM-IV, 1994,
4. transtorno de personalidade dependente
  - http://www.mentalhealth.com/home/dx/dependentpersonality.html
5. Ansiedade , FREEMAN, Daniel
6. Fobia e Panico, TRINCA, Walter
7. Psicoterapia de Orientacao Analitica, ELZIREK,Claudio L.
8. Psicoterapia e Semiologia dos Transtonos  Mentais, DALGALARRONDO, Paulo
9. Manual de Tecnica Psicanalitica,  Zimmerman
10. Psicologia, DAVID G.MYERS

       
 José Valter Rodrigues Lima

Psicanalísta Clínico e Mestre em Psicanálise Aplicada  à Educação e Saúde