quinta-feira, 7 de abril de 2022

HOMOXESUALIDADE NA INFÂCIA - CUIDADOS DOS PAIS

 As crianças apresentem uma interpretação de sexualidade, de mundo, de certo ou errado, muito diferente dos adultos. Não podemos pular etapas, é preciso respeitar os aprendizados delas. Reprimir a manifestação da sexualidade durante a infância não é a melhor forma de tratar o assunto com os filhos. "É importante orientar. Devemos oferecer informações às crianças na medida em que elas forem requisitadas e sempre em uma linguagem adequada ao entendimento de determinada faixa etária e de cada família"

A homossexualidade infantil é um tema polêmico e muitas vezes ignorado. Sem conhecimento, pais e educadores não podem aconselhar ou educar os pequenos sobre o assunto. Sem informação, as crianças não conseguem se aceitar ou definir sua personalidade.

Primeiramente é fundamental entender a origem da sexualidade. De acordo com a psicopedagoga Quézia Bombonatto "A sexualidade infantil não é apenas o exercício do que no futuro será uma sexualidade adulta genital, mas é, em certa medida, a forma de existir e de constituir-se como sujeito"

 

Formação

Lá na década de 1920, Sigmund Freud, o pai da psicanálise, já dizia que a criança passa por diversas fases de descobrimento do seu corpo. A forma como isto acontece afeta o modo como ela lidará com o sexo na vida adulta.

Em sua formação, a criança aprende que existe feminino e masculino. A princípio não sabe ao certo a qual grupo pertence. É importante lembrar que crianças ainda não têm em mente os padrões que a sociedade impõe sobre os gêneros. Algumas meninas brincam com carrinhos e meninos passam o batom da mãe. Só estão experimentando, imitam os adultos e tentam se entender como homens ou mulheres. Segundo a psicopedagoga, "um menino que aprenda a brincar com boneca provavelmente vai saber lidar melhor com seu filho bebê no futuro. Ou uma menina que brinca com carrinhos pode se identificar com sua mãe que é motorista".

Observa os que estão mais próximo, vê quais são os papéis desempenhados por eles, então, pode se perceber pertencendo a um sexo. De acordo com a Eliana Santos, também psicopedagoga "Pela falta de um modelo participativo forte e atuante de seu mesmo sexo, a criança pode sentir dificuldade em observar o que desperta a atenção do homem ou da mulher", deste como, a atração sexual é dirigida a pessoas do mesmo sexo ou do oposto.


Três visões sobre o mesmo tema

Dr. Luiz Gonzaga, terapeuta sexual, diz que, se o pai acha que o filho é homossexual, é preciso procurar ajuda de um educador especializado. O quanto antes acontecer a consulta, mais eficiente ela será. Deste modo, a criança pode se preservar e ficar com menos cicatrizes emocionais.

Já Quézia Bombonatto aconselha os pais a observarem o comportamento do pequeno, dar espaço para questões e respondê-las com simplicidade. E, quando necessário, abrir uma discussão sobre diferenças entre gêneros e combater conceitos preconceituosos.

Segundo Eliana Santos, também psicopedagoga, cabe aos pais "construir o respeito pela diferença, exaltar o amor, ressaltar a afetividade. Promover a cumplicidade afetiva, partilhar os sentimentos e se envolver emocionalmente com o ser humano na sua essência".

 

Apoio


Um ponto no qual todos os especialistas concordaram é que através de contato, carinho e apoio os pais mostram amor pelo filho do modo mais puro, em sua essência. Estas demonstrações são fundamentais para a criança criar autoconfiança e se desenvolver plenamente.

Um lugar onde é muito comum a segregação das pessoas diferentes é a escola. Segundo Eliana, os educadores não devem acentuar as diferenças entre meninos e meninas. "Esta diferenciação cria expectativas na criança quanto ao seu papel sexual, impedindo que ela se desenvolva de uma maneira respeitosa pelo outro". Mesmo assim, a criança pode ser taxada de gay pelos coleguinhas, ganhar apelidos grosseiros e até ser agredida fisicamente. Os pais devem ficar atentos. Ao perceberem que as crianças estão mais retraídas ou relutantes em ir à escola, precisam tentar descobrir o que está acontecendo. Conversar com a criança e com os professores. Se necessário, procurar ajuda de um especialista.

 

Para finalizar, Dr. Gonzaga completa e aconselha os pais se informarem sobre a formação da criança, "muitos acham inútil buscar informações para se conhecer aspectos fundamentais do desenvolvimento da personalidade humana, preferem às vezes, criticar, seguir crenças antiquadas e tentar formar opiniões pessoais que conhecer melhor a vida pessoal de seu filho. É preciso chegar perto para enxergar alguns detalhes, pois cada indivíduo é único e possui suas necessidades pessoais".


Antecipe sua perspectiva de sexualidade, retire dela o que ela pensa, fale com ela a partir do que ela sabe, nunca adiante as coisas. As crianças apresentem uma interpretação de sexualidade, de mundo, de certo ou errado, muito diferente dos adultos. Não podemos pular etapas, é preciso respeitar os aprendizados delas. Reprimir a manifestação da sexualidade durante a infância não é a melhor forma de tratar o assunto com os filhos. "É importante orientar. Devemos oferecer informações às crianças na medida em que elas forem requisitadas e sempre em uma linguagem adequada ao entendimento de determinada faixa etária e de cada família"

sábado, 31 de julho de 2021

A humildade o que é? se prega ou se pratica?

 

 

Humildade exige de mim quando não posso reagir à altura da afronta, é enfrentá-la com dignidade.”


O texto “ humildade - Mente maravilhosa ” mostra também que a auto afirmação é em muitos casos alguém que se vangloria de forma exagerada é muito cansativo e afronta a autoestima dos outros. Por isso, a avaliação que fazemos de nós mesmos e o reconhecimento das pessoas são muito gratificantes.


E ainda nos ensina sempre respeitar e dar o respeito aos seus pares e principalmente as autoridades ( lideres de toda natureza e os mais velhos), notadamente quando respeita a história desses líderes!
 
A humildade exige um treinamento di
ário e leva tempo. O jovem pode ter muito conhecimento, mais em muitos casos , lhes falta  sabedoria e humildade exige sabedoria. É muito fácil acreditar que somos melhores ou mais capazes que os outros para fazer alguma coisa, pensar que os nossos valores são melhores ou mais corretos.
 
Quando a falsa humildade 
é um defeito leve, demoramos para perceber que caímos nessa armadilha. Não conseguimos reconhecer o que existe em nós mesmos que de alguma forma julgamos superior.
 
A humildade derrota a inveja e eleva a bondade
 
É fácil acreditar e admirar o que 
é simples. Admiramos a amabilidade, a dignidade e as qualidades de uma pessoa. A humildade nos torna justos e grandes, pois nos ajuda a compreender os nossos limites e perceber o que ainda precisamos aprender. Aprende a respeitar o limite do outro.
 
A prática da humildade 
é um exercício diário, porque nos ajuda a escutar e compartilhar silêncios, a ser próximo e sincero com as pessoas ao nosso redor. Assim, nos transformamos em pessoas melhores, enquanto conseguimos tocar os outros com nossos gestos e sorrisos.
 
A humildade 
é a base de toda grandeza, porque para crescer é preciso primeiro saber que somos pequenos. Ser humilde é ser sincero e eliminar da nossa vida tudo o que é superficial, para garantir nosso bem-estar emocional…
 

 

 

segunda-feira, 1 de março de 2021

Aceita que dói menos

 

Aceita que dói menos - Como aceitar situações desagradáveis.

 

A vida é marcada por mudanças, e elas ocorrem o tempo todo. Algumas são datadas, como o resultado da eleição do novo presidente da República. Outras, podem acontecer de uma hora para a outra, como a perda de um emprego ou o fim de um relacionamento. O impacto destas transformações depende mais da pessoa que as sente do que necessariamente do fato ocorrido. É comum ouvir a frase “aceita que dói menos”, mas será que a aceitação diminui realmente a dor?

— A dor da frustração e da perda é inerente ao fato. A aceitação parte de um processo de reconhecimento de que aconteceu o que poderia ter acontecido. A dor diminui quando não há conflito com a aceitação e ao enxergar pontos positivos no fato ocorrido. Voltar a mente e a atenção para esses pontos podem aliviar a dor — afirma Juliana Sato, psicóloga da clínica Nutrindo Ideais. 

A maturidade emocional é o maior aliado da aceitação diante de situações adversas. É preciso entender que negar aquele acontecimento não vai trazer nada de bom. Pelo contrário: pode piorar ainda mais a ocasião. 

— Quando a pessoa não aceita determinada situação, a mudança se torna pesada, dolorosa, sofrida, revoltante, motivo para sentir culpa, em vez de ser uma mola propulsora para se manter motivado a realizar. Ao invés de usar a energia para superar aquele fato e avançar, a pessoa gasta a energia se lamentando — explica Paula Emerick, neuropsióloga e fundadora da Solace Institute.

Aceitar uma mudança não significa deixar de sofrer imediatamente. Toda perda ou frustração tem seu “tempo de luto” que precisa ser vivido. Fingir que não dói não ajuda em nada: só faz você se enganar. 

— Quando algo não está sob nosso controle, a aceitação é o primeiro passo para que a pessoa consiga perceber que, a partir de agora, algo mudou e que ela precisará se reinventar. Porém, isso não significa que não haverá sofrimento. Pelo contrário. O luto é necessário para a recuperação, para que pessoa consiga, aos poucos, retornar o equilíbrio emocional. Mas, para que esse luto possa ser vivido, é preciso aceitar a perda — indica Ana Paula Dias, psicóloga que atende pela plataforma Vittude

É preciso atentar para linha tênue que existe entre a aceitação e o conformismo — atitude de aceitar uma situação desfavorável ou incômoda passivamente. Para saber de que lado você está, o caminho é avaliar os impactos emocionais causados pela mudança. 

— Se a minha aceitação está gerando sentimentos negativos, eu estou me conformando, porque me mantenho em uma situação que acredito que não possa ser modificada. Isto pode acontecer com quem tem a autoestima baixa, senso de incapacidade ou não merecimento muito forte — diz Paula Emerick. 

Entender que mudanças fazem parte da vida e que todos vão passar por isso pode ser uma maneira de aliviar as dores que as transformações trazem. 

— Todo mundo passa por situações difíceis na vida, não tem como escapar. As dores e as dificuldades fazem parte da vida e precisamos ter uma capacidade interna para poder superá-las — finaliza Marcia Ganime, psicanalista da Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio (SBPRJ).

 

Como melhorar

Entenda que nem tudo é como você quer 

Frustrações acontecem com todas as pessoas. Nem sempre as situações ocorrem como foram desejadas. Você não tem o controle de tudo. Portanto, não se puna por causa disso

 

Liste aquilo que você não aceita 

Às vezes, convivemos com situações que não aceitamos, como, por exemplo, a maneira que as pessoas nos tratam. Por outras vezes, somos surpreendidos por mudanças que são difíceis de aceitar. Faça uma lista de tudo aquilo que você não quer aceitar. Se forem muitos tópicos, separe por áreas, como "família" e "vida profissional"

Busque soluções

Ao lado de cada "não aceitação", escreva uma possível solução, algo que você poderia fazer para passar a aceitar aquela situação ou para mudá-la e deixá-la de uma maneira "aceitável" para você

Parta para a ação 

Depois de pensar em soluções, coloque-as em prática! Só assim você vai conseguir aceitar melhor os aspectos da sua vida que mais lhe incomodam

Invista em sua autoestima

Quando nos deparamos com situações que são difíceis de aceitar, normalmente ficamos com a autoestima abalada. Separe um tempo para cuidar de você, foque nas suas qualidades e faça atividades que gerem prazer para você

Procure o lado bom da situação

Este exercício é duro, mas fundamental para a aceitação. Tente olhar para o fato com uma visão positiva. Na pior das hipóteses, valerá de aprendizado 

Compartilhe com alguém 

Não guarde apenas para você o sentimento de não aceitação. Compartilhe com pessoas de sua confiança sobre a situação que está lhe fazendo mal e peça conselhos sobre o que fazer 


quinta-feira, 30 de julho de 2020

Constelações Familiares - As ordens da Ajuda

As ordens da AJUDA


 “O amor preenche o que a ordem abarca. O amor é a água a ordem é o jarro. A ordem ajunta, o amor ui. Ordem e Amor atuam juntos.” Com esta frase de Bert Hellinger, o pai das Constelações Familiares, abrirmos esse conteúdo, pois ela servirá de inspiração para o que vamos aprender daqui em diante. Vamos aqui compreender como ajudar a ajudar sem prejudicar a pessoa que será assistida. Esta é exatamente uma das principais preocupações de Hellinger ao escrever o livro – As Ordens da Ajuda, onde o psicoterapeuta alemão compartilha suas experiências e os pressupostos do que é auxiliar alguém sem prejudicar a figura daquele que precisa ser ajudado. Muitas vezes, no afã de colaborar com a melhoria e evolução do outro, nos colocamos em posições nem sempre assertivas, favoráveis ou confortáveis para quem recebe o auxílio. É preciso, então, criar um ambiente seguro e de confiança, onde cada um sinta- se acolhido, apreciado, amado e não julgado por ser quem é. 

Por isso mesmo, como coaches, terapeutas ou consteladores familiares, como profissionais que dedicam sua vida ao desenvolvimento humano, nós temos que estar profundamente atentos à forma como abordamos cada pessoa que por nós será auxiliada. Devemos sempre nos lembrar de que cada indivíduo é dono de si e responsável por seu caminho e, que por mais que esteja passando por um momento conturbado, ela sempre será a protagonista de sua própria história. 
Ao entender isso, exercitamos o respeito e evitamos que até mesmo uma intenção positiva se converta em algo desastroso para quem recebe algum tipo de amparo. Nesta relação de ajudador e ajudado é importante compreender que embora sejamos uma espécie de luz em seu caminho, apenas o outro é quem pode caminhá-lo. Do mesmo modo, quem ajuda deve iluminar sua mente no sentido de traçar seu próprio destino e de ter autonomia para seguir na direção que melhor lhe convier. Muitas vezes, quando estamos na posição daquele profissional que ajuda os outros, nem sempre compreendemos, com clareza, como até mesmo este ato, por melhor intenção que tenha, possui os seus próprios limites também. Para que esta linha tão tênue não seja ultrapassada, vamos conhecer quais são as cinco ordens que devem ser sempre respeitadas na relação entre quem ajuda e quem é ajudado. 

Primeira Ordem da Ajuda  

Tomar para si apenas o necessário e dar apenas aquilo que se tem. O equilíbrio é a chave tanto para quem doa quanto para quem recebe. Por isso, o caminho do meio nesta relação de assistência, não é ter nem demais e nem de menos. Quando isso é ignorado surgem os seguintes desarranjos: 

1. Desejar doar aquilo que não possui.

2. Desejar mais do que aquilo que necessita.

3. Ter expectativas e fazer exigências que o outro não pode atender.

4. Desatribuir a pessoa de responsabilidades que são apenas dela. 

Estamos falando de humildade para compreender os próprios limites e, inclusive, para recuar em determinados momentos quando o auxílio pode se configurar em algo danoso a si e ao outro. Esta ajuda humilde traz uma consciência maior sobre até onde podemos ir e nos empele a tomarmos decisões que mais adiante podem evitar confliitos entre ajudador e ajudado.

 Segunda Ordem da Ajuda

Saber compreender o contexto da situação é a chave para reconhecer seus próprios limites e também para ter a humildade de não avançá-los ainda que seu ego deseje isso. Ao reconhecer as circunstâncias e analisar com clareza suas possibilidades de ação, o ajudador, mesmo que discretamente, pode fazer o seu melhor apenas com os recursos que dispõe e nada mais. Quando isso é ignorado surgem os seguintes desarranjos: 

1. Ignorar ou mesmo ocultar a natureza real das circunstâncias.

2. Insistir em ajudar e acabar prejudicado tanto o auxiliado como a si. 

Portanto, é preciso compreender quando é hora de agir ou de se retirar e aceitar com humildade e sabedoria que a vida possui seus próprios desígnios. Ir contra isso é uma grande perda de tempo. 

Terceira Ordem da Ajuda

Posicione-se diante de seu ajudado sempre de pessoa adulta para pessoa adulta. Empodere-o de modo que perceba que é o autor de sua história e responsável por suas escolhas, erros, acertos e conquistas. Para isso, jamais tente ocupar papéis que não são seus para que ele se sinta melhor. Ainda que queira muito ajudar, posicione-se sempre de maneira adulta e madura. Quando isso é ignorado surgem os seguintes desarranjos: 

1. Consentir pedidos infantis e fazer concessões neste senfido. 

2. Acabar tratando o cliente como uma criança e não como o adulto que é. 

3. Evitar que o cliente assuma deveres e responsabilidades por seus atos. 

Para evitar estes problemas é essencial que aquele que está no papel de ajudador trate o cliente sempre como o adulto que é, de modo que este reconheça seu potencial, perceba a necessidade de mudança e trabalhe, de forma madura e consciente, no sentido de alcançá-la. 

Quarta Ordem da Ajuda 

É preciso olhar para o cliente de forma sistêmica e não isolada, ou seja, considerando suas relações e todos aqueles que estão ao seu redor, em especial, a figura dos seus pais. Estes, por sua vez, também devem ser acolhidos e amparados com o mesmo respeito, não julgamento e compaixão que o cliente. Quando isso é ignorado surgem os seguintes desarranjos: 

1. Desprezar e desconsiderar membros importantes do clã familiar. 

2. Ignorar um parente afastado da família que pode ser a solução para, enfim, resolver a queixa do cliente. 

3. Ignorar os comportamentos infantis do cliente e, assim, limitar o desenvolvimento e empoderamento necessário ao seu crescimento. 

4. Limitar sua visão, não perceber algo maior por traz da história do cliente e simplesmente aceitar isso sem questionar. 

Portanto, é essencial envolver todos os familiares que estão diretamente relacionados ao cliente, de modo que o ajudador/terapeuta consiga ter uma visão sistêmica e mais apurada sobre a questão e assim possa ter mais ferramentas para ajudá-lo a resolver definitivamente seu problema. 

Quinta Ordem da Ajuda 

Honrar e respeitar a história de cada pessoa; amar esta sem reservas e como ela é na essência e, buscar compreender e aceitar os desígnios da sua vida, o seu destino. Assumir esta postura ajuda o terapeuta a enxergar melhor a natureza da queixa do cliente sob o viés daqueles que convivem diretamente com ele. Também auxilia a que tenha novas perspectivas do problema que ajudem o cliente a enfrentar suas dificuldades e solucioná-las de vez. Quando isso é ignorado surgem os seguintes desarranjos: 

1. Julgamentos constantes. 

2. Crítica e reprovação. 

3. Desprezo moral. 

Ter este tipo de postura diante do cliente faz com que o ajudador acabe por minar o seu processo de desenvolvimento e, consequentemente, a eliminação do seu problema. Isso porque os julgamentos e crítcas acabam sendo um impeditivo a que o terapeuta realmente possa ajudá- lo a sanar sua queixa e, enfim, encontrar a confiança e o empoderamento que precisa. Quando isso acontece, o cliente acaba por remoer sua questão pendente e se vê sem forças para seguir em frente.  

Quando temos uma missão que tem como foco apoiar o outro em seu processo evolutivo, muitas vezes, podemos acabar ignorando que em determinados momentos nosso recuo é importante para que haja uma ação do cliente, para que outras forças que não compreendemos totalmente possam agir e a vida possa finalmente seguir o seu curso. No que tange a cada um de nós é importante sempre buscar servir com respeito, amor, não julgamento, paciência e compaixão e agir da melhor maneira possível para que possamos construir uma relação posi va e equilibrada entre nós, que ajudamos, e aqueles que por nós são ajudados. 

Por fim, assim como começamos, encerraremos como mais um brilhante ensinamento de Bert Hellinger, o mestre da Constelação Familiar e que tem sempre muito a nos ensinar sobre nosso papel como ajudadores, terapeutas, seu poder e, especialmente, os seus limites. Procure sempre lembrar-se disso e colocar as cinco Ordens da Ajuda em prática em seus atendimentos e, claro, em sua vida. “Como ajudantes, temos a ideia de que devemos, a qualquer preço, manter uma pessoa viva e ajudá-la a ter uma vida feliz. Entretanto, ela está entregue a outras forças, diante das quais nossos esforços fracassam. Ao invés de nos vermos apenas diante da pessoa que busca ou necessita da nossa ajuda, olhamos para além dela. De repente, sentimos que há outras forças em ação, que são maiores que nós. Aí nos acalmamos. Muitas vezes, também conseguimos olhar de outra maneira para a criança, sem preocupações.”

quarta-feira, 29 de julho de 2020

Constelações Familiares - Comportamentos Recorrentes

Comportamentos recorrentes

São 5 os comportamentos recorrentes (isto é, que sempre ocorrem nas relações familiares e que aparecem reproduzidos numa constelação), de acordo com Bert Hellinger.
Compreender os comportamentos recorrentes é idemficar que:

- Existem práticas reiteradas, que as pessoas repetem nas suas formas de compreender e se relacionar;
Frequentemente estamos sujeitos à essa ação do nosso inconsciente, uma vez percebida essa situação, com o tempo, podemos nos colocar em harmonia sistêmica.

Emaranhamento

Quando algo acontece e não é completamente processado dentro de um sistema, há a possibilidade de que outra pessoa dessa família reviva a situação de forma a trazer para um movimento de solução.
Essa identificação geralmente ocorre de forma inconsciente, o que ocasiona dificuldades para a pessoa que revive o problema e para todo o sistema.

Por exemplo, o sofrimento de um avô pode ser revivido por um neto. Isso pode não ser de forma direta: o sofrimento pode ser de outro  tipo, exatamente por ser inconsciente.

O jovem perguntou: ‘Que devo fazer, para me tornar o que você foi?’ O Velho respondeu: ‘Seja’!
(Provérbio oriental)

Esta é uma mensagem que pode nos trazer diversas reflexões, embora pareça bem simples. O velho, com sua sabedoria da vida, responde ao jovem que ele apenas deve ser. Mas nem sempre é tão simples quanto parece. Ser o que somos, de forma real e autêntica, pode ser mais dificil do que se imagina.
Além disso, é necessário ter em mente que o desejo do jovem é ser o que o Velho foi. Nesse contexto, a autenticidade do jovem deve ser ofuscada para que aquilo que o outro foi seja replicado.
Nesse contexto, é fundamental que possamos ser o que somos. Se você passar a vida toda tentando ser o que seus pais foram ou o que alguém quer que você seja, não será nem uma coisa nem outra.
Apenas seja. Seja você mesmo.

2. Tomar

A constelação traz a importância de se tomar o que  flui da nossa rede familiar, como os pais, por exemplo. Tomar significa o movimento solidário de querer tomar para si os benefícios e as dores de um sistema familiar. A ação de tomar é que estabelece a conexão entre os membros.

3. Amor à beira do precipício

“Os pais dão aos  filhos aquilo que eles próprios são”
Bert Hellinger

Por amor ao nosso sistema, muitas vezes repetimos dificuldades e histórias de nossa família. Via de regra, nós o fazemos sem reconhecer isso. O papel do constelador é interpretar essas relações e ver os cenários em que o amor extremo está colocando os membros (especialmente aquele que “ama”) a uma condição de beira do precipício, nas palavras de Hellinger.
Isso acontece em uma tentativa inconsciente de reviver e resolver o problema de outros integrantes de nosso sistema. Esse amor infantil, que não percebe a diferença entre “eu” e “outro”, muitas vezes nos coloca em perigo pela simples identificação do amor.

4. Aceitação

A aceitação consiste em ver a realidade e lidar com ela.
A noção de respeitar a hierarquia é uma forma de aceitação. A noção de evitar um amor à beira do precipício, também.
Muitas dores são superadas quando se compreendem suas origem e se identifica o que pode o que não pode ser feito para alterar o contexto.
Algumas vezes, a dor desaparece com o constelado assumindo para si a responsabilidade de resolver um problema (ou, ao menos, vê-lo de outra forma); outras vezes, a dor desaparece quando o constelado identifica que as causas dos problemas vão além de suas forças.

“Quem recuar diante da realidade como ela é por ter o desejo interno de que ela fosse diferente, enfraquece”
(Bert Hellinger)

Esta mensagem nos leva a refletir a respeito daquilo que queremos que seja a realidade. Ela nem sempre será aquilo que gostaríamos ou supúnhamos. Contudo, devemos aceitá-la como ela é, pois caso contrário, vamos  ficar mais fracos.
O importante é enfrentar a realidade tal qual ela se apresenta e não passar a vida toda lamentando a forma como ela é. Assim, ao enfrentarmos a vida tal qual ela se mostra, estaremos encarando os problemas de frente e buscando soluções para ele. Com certeza essa é uma postura muito mais produtiva do que apenas  ficar se lamentando.

5. Honrar

A honra a outras pessoas do sistema está em reconhecer o papel de cada um para que a vida fosse passada adiante.
Respeitosamente nos curvamos, mostrando nosso tamanho menor e agradecimento ante aquele que nos precedeu

“De nossos pais temos tudo: O que somos e o que nos falta”
(Bert Hellinger)

Esta mensagem realça a importância que nossos pais têm em nossa vida e como deles herdamos grande parte do que somos. Assim, é através do que eles nos dão ou também da falta do que nos deveriam ter dado que formamos nosso caráter e nossa personalidade.
Assim, aquilo que temos e também aquilo que falta em nós, é um produto dos nossos pais. Daquilo que eles nos deram ou não. Nesse contexto, se vê a importância fundamental dos nossos pais na nossa vida como um todo e não apenas na infância.