sábado, 2 de março de 2024

O QUE É TRAIÇÃO? CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS?

 

O QUE É TRAIÇÃO? Antes de entrarmos nos detalhes do perfil psicológico de quem trai, é importante entender o que é traição.

A traição pode ser definida como uma quebra de confiança em um relacionamento, seja ele romântico ou não.

A traição pode assumir diferentes formas, como infidelidade emocional, infidelidade física, mentira, segredo ou desrespeito.

A traição pode ser uma experiência altamente dolorosa para quem é traído e pode levar a problemas sérios no relacionamento.

Principais fatores psicológicos que levam as pessoas a trair

Existem vários fatores psicológicos que podem levar alguém a trair. Aqui estão os principais:

Baixa autoestima

Quando alguém tem baixa autoestima, pode buscar validação externa por meio de outros relacionamentos ou aventuras.

A traição pode ser uma forma de compensar a falta de amor-próprio.

Busca por novidade

Algumas pessoas podem trair porque estão entediadas em seus relacionamentos e buscam novas experiências.

Elas podem sentir que precisam de algo mais excitante ou emocionante em suas vidas amorosas por isso que essa reação está muito ligada ao perfil psicológico de quem trai.

Problemas no relacionamento

Problemas como falta de comunicação, conflitos constantes ou falta de intimidade podem levar alguém a buscar conforto em outro lugar.

Caso a pessoa já tenha esse perfil psicológico de quem trai, por questões do antigo relacionamento ou problemas pessoais.

Vingança

Para entender melhor a motivação por trás da traição, é importante considerar o Perfil psicológico de quem trai.

Algumas pessoas que foram traídas anteriormente podem desenvolver uma mentalidade de vingança e usar a infidelidade como uma forma de se vingar do parceiro.

Nesses casos, a traição não é motivada por falta de amor ou atração pelo parceiro, mas sim por um desejo de fazer com que ele sinta a mesma dor que sentiram.

Falta de compromisso

Pessoas que têm dificuldade em se comprometer podem trair com mais facilidade.

Elas podem não estar prontas para um relacionamento sério ou não estar dispostas a fazer o esforço necessário para manter o relacionamento saudável.

As consequências emocionais da traição

A traição pode ter consequências emocionais graves para todas as pessoas envolvidas. Aqui estão algumas das consequências mais comuns:

Para a psicóloga e mestre em psicologia e saúde Ana Streit, o impacto das consequências negativas da quebra de confiança pode afetar diretamente a saúde mental da pessoa traída.

“Alguns estudos apontam que uma traição pode gerar em quem foi traído um quadro de sintomas muito semelhante ao do TEPT (Transtorno de Estresse Pós-Traumático). Isso quer dizer que, emocionalmente e fisicamente, quem foi traído experimenta reações de um pós-trauma, como alguém que foi assaltado ou sofreu um grave acidente de carro, por exemplo. Nesta situação, pensamentos recorrentes e ruminativos sobre a traição geram a sensação de vulnerabilidade e perda de controle em quem sofreu o trauma”, comenta a especialista.

Traumas emocional

Para a pessoa traída, a traição pode causar um trauma emocional que pode levar muito tempo para ser superado.

A pessoa pode se sentir traída, enganada e desrespeitada.

Perda de confiança

A traição pode levar à perda de confiança em relacionamentos futuros.

A pessoa traída pode achar difícil confiar em outras pessoas novamente.

Depressão e ansiedade

A traição pode levar a problemas de saúde mental, como depressão e ansiedade.

A pessoa traída pode sentir-se sozinha, triste e sem esperança.

Culpa

A pessoa que traiu também pode sofrer as consequências emocionais da traição.

Ela pode sentir culpa, remorso e arrependimento pelo que fez.

Esses sentimentos podem afetar sua autoestima e sua capacidade de formar relacionamentos saudáveis.

Dificuldades no relacionamento

A traição pode ter um impacto duradouro no relacionamento.

Mesmo que o casal decida ficar junto, pode ser difícil superar o que aconteceu.

A confiança pode ter sido quebrada e a comunicação pode ter sido prejudicada.

Como superar a traição

Superar a traição pode ser um processo longo e difícil, mas é possível. Aqui estão algumas dicas para ajudar a superar a traição:

Busque ajuda profissional

Um terapeuta pode ajudar a lidar com as emoções difíceis que surgem após a traição.

Ele pode ajudar a encontrar maneiras saudáveis de lidar com o trauma emocional e a construir relacionamentos mais saudáveis.

Fale sobre isso

É importante ter uma rede de apoio ao lidar com a traição.

Falar sobre o que aconteceu com amigos e familiares pode ajudar a processar as emoções e a encontrar conforto.

Dê tempo a si mesmo

Superar a traição pode levar tempo.

É importante ser gentil consigo mesmo e permitir-se sentir as emoções que surgem.

Reavalie o relacionamento

É importante avaliar o relacionamento após a traição.

Se o relacionamento não é saudável ou se a traição foi muito dolorosa, pode ser necessário terminar o relacionamento.

Perguntas e respostas

É possível prevenir a traição?

Embora não seja possível prevenir completamente a traição, existem algumas coisas que podem ajudar.

Manter uma comunicação aberta e honesta no relacionamento, trabalhar em problemas de relacionamento e construir confiança mútua podem ajudar a reduzir as chances de traição.

A traição é sempre o fim do relacionamento?

Não necessariamente. Algumas pessoas conseguem superar a traição e reconstruir o relacionamento.

No entanto, é importante que ambas as partes estejam comprometidas em trabalhar juntas para superar o que aconteceu.

É possível perdoar a traição?

O perdão é possível, mas pode ser um processo difícil.

Perdoar não significa esquecer o que aconteceu, mas sim encontrar uma maneira de seguir em frente sem carregar o peso emocional do que aconteceu.

Conclusão

O perfil psicológico de quem trai é um assunto complexo e multifacetado.

A traição pode ter várias formas e pode ser causada por diferentes fatores psicológicos, como baixa autoestima, busca por novidade, problemas no relacionamento, vingança e falta de compromisso.

No entanto, independentemente dos motivos, a traição nunca é justificável e pode ter consequências emocionais graves para todas as pessoas envolvidas.

A traição pode levar a um trauma emocional, perda de confiança, depressão, ansiedade, culpa e dificuldades no relacionamento.

É importante buscar ajuda profissional e falar sobre o que aconteceu com amigos e familiares para lidar com as emoções difíceis que surgem após a traição.

Além disso, pode ser necessário reavaliar o relacionamento e trabalhar juntos para reconstruir a confiança e a intimidade.

Em última análise, a traição é uma questão complexa que pode ser difícil de entender e superar por isso e tão estudada em instituições como Fies.

É importante lembrar que cada situação é única e que não há uma solução única para todos os perfil psicológico de quem trai.

No entanto, com tempo, esforço e ajuda profissional, é possível superar a traição e encontrar um caminho para a cura e a reconciliação.

TRANSTORNO PERSONALIDADE HISTRIONICA - SOLUÇÕES PSICOTERAPÊUTICAS

 SOLUÇÕES PSICOTERAPÊUTICAS - PHP

Para a Terapia Psicodinâmica a PHP, como outros transtornos de personalidade, pode exigir vários anos de terapia e pode acompanhar os indivíduos ao longo da sua vida. Alguns profissionais acreditam que a terapia psicanalítica é um tratamento de escolha para PHP pois auxilia o paciente a tomar consciência dos seus próprios sentimentos. A terapia psicodinâmica de longo prazo visa os conflitos latentes dos indivíduos e pretende ajudar os pacientes a diminuir sua reactividade emocional. Os terapeutas trabalham com material de sonhos temáticos relacionados com a intimidade e memórias.A terapia cognitivo-comportamental é um tratamento direccionado a reduzir os pensamentos disfuncionais de indivíduos com PHP. Tais pensamentos incluem temas sobre o “não ser capaz de cuidar de si mesmo”. A terapia cognitiva para PHP incide sobre uma mudança de pensamento, global, sugestionável, por um foco mais metódico, sistemático e estruturado sobre os problemas. O treino cognitivo-comportamental em relaxamento para um indivíduo com PHP enfatiza o desafio aos pensamentos automáticos sobre a inferioridade e o não ser capaz de lidar com a vida. A terapia cognitivo-comportamental ensina os indivíduos com PHP a identificar os pensamentos automáticos, a trabalhar o comportamento impulsivo e a desenvolver melhor as capacidades de resolução de problemas. O terapeuta comportamental emprega o treino de assertividade para ajudar estas pessoas a aprender a lidar com os seus próprios recursos. A terapia comportamental para PHP inclui técnicas como modelação e ensaio comportamental para ensinar aos pacientes o efeito do seu comportamento teatral sobre os outros num ambiente de trabalho. A terapia de grupo e o uso do Psicodrama são sugeridos para ajudar as pessoas com PHP a trabalhar as relações interpessoais. Usando o role-playing, os indivíduos com PHP podem explorar as relações interpessoais e os seus resultados para compreender melhor o processo associado a diferentes cenários. A terapia familiar serve para treinar a afirmação ao invés do evitamento de conflitos. Os terapeutas familiares precisam ajudas as pessoas com PHP a falar diretamente com outros membros da família. A terapia familiar pode apoiar os membros da família para atender às suas próprias necessidades sem compactuar com o comportamento histriónico do indivíduo com PHP que usa a crise dramática para manter a família estreitamente ligada. A Farmacoterapia não é um tratamento de escolha para os indivíduos com PHP a menos que este ocorra em simultâneo com outra perturbação. Por exemplo, se PHP ocorre com a depressão, os antidepressivos podem ser prescritos.

Prognóstico

As características de personalidade dos indivíduos com PHP são de longa duração. As pessoas com este distúrbio utilizam os serviços médicos com frequência, mas geralmente não permanecem em tratamento psicoterapêutico tempo suficiente para produzir alterações.

UM HISTRIONICO - PHP

 Um histriónico - PHP:

As pessoas que apresentam este tipo de perturbação de personalidade têm uma necessidade constante de atenção, demonstram comportamentos excessivamente dramáticos e o seu inicio verifica-se no começo da idade adulta.

São aqueles pessoas que descreveríamos como muito emotivas, muito enérgicas, manipuladoras, sedutoras, impulsivas, inconstantes, e exigentes.

Representam entre 2 a 3% da população em geral.

No começo do século XX este distúrbio era conhecido por histeria e especialmente identificado entre a população feminina.

Contudo, atualmente é reconhecida a sua prevalência quer em homens como em mulheres, e ambos partilham a necessidade de atenção e o protesto excessivo quando não se sentem o centro das atenções. Indivíduos com este distúrbio são ingénuos, crédulos, têm um baixo limiar de frustração, e forte dependência emocional.

O seu estilo cognitivo pode ser definido como superficial carecendo de detalhes. Nas suas relações interpessoais, estes indivíduos usam a dramatização com o objectivo de impressionar os outros. O padrão persistente dos seus relacionamentos é marcado pela falta de sinceridade e intempestividade levando a um comprometimento das suas competências social e ocupacional.

SINTOMAS

O diagnóstico da PHP é complicado porque pode parecer-se como muitas outras doenças, e porque normalmente ocorre em simultâneo com outros transtornos de personalidade.

O inicio dos sintomas começa na idade adulta. Podem durar uma vida, mas podem diminuir ou alterar a sua forma com a idade.

De acordo com o DSM-IV:

O centro das atenções: Pacientes com PHP experimentam desconforto quando não são o centro das atenções.

Sexualmente sedutores: Pacientes com PHP apresentam comportamentos sexualmente inadequados provocantes ou sedutores para com os outros.

Emoções inconstantes: A expressão das emoções de pacientes com PHP tende a ser superficial e a mudar rapidamente.

A aparência física: Indivíduos com PHP consistentemente empregam a aparência física para chamar a atenção sobre si próprios.

Estilo do Discurso : O estilo de discurso destes pacientes é pobre em detalhes. Indivíduos com PHP tendem a generalizar, e quando estas pessoas falam, procuram agradar e impressionar.

Comportamentos Dramáticos: Pacientes com PHP usam a auto dramatização e exageram suas emoções.

Sugestibilidade: São facilmente influenciáveis por outras pessoas ou circunstâncias .

A sobrevalorização da intimidade: Pacientes com PHP sobrevalorizam o nível de intimidade num relacionamento.

CAUSAS

Embora as causas para esta perturbação não serem completamente conhecidas, acredita-se poder ser consequência de factores biológicos, de desenvolvimento cognitivo e social.

Nas causas fisiológicas, estudos mostram que pacientes com PHP tem alta capacidade de resposta dos sistemas noradrenérgico, os mecanismos envolvendo a libertação da noradrenalina.

A tendência para uma reacção excessivamente emocional à rejeição, comum entre estes pacientes, pode ser atribuída a um defeito num grupo de neurotransmissores chamados catecolaminas. (Noradrenalina pertence a este grupo de neurotransmissores).

Do ponto de vista do desenvolvimento a Teoria Psicanalítica, desenvolvida por Freud, foi a que apresentou um dos corpos teóricos mais desenvolvidos baseado nas fases psicossexuais de desenvolvimento pelo qual passa cada indivíduo. Estes estágios determinam o desenvolvimento psicológico posterior de um indivíduo, como um adulto. Inicialmente os psicanalistas propuseram que a fase genital, quinta etapa ou a última do desenvolvimento psicossexual, como um determinante da PHP. Mais tarde, consideraram a fase oral, primeira etapa de Freud do desenvolvimento psicossexual, como o determinante mais importante da PHP. A maioria dos psicanalistas concordam que uma infância traumática, contribui para o desenvolvimento de tais distúrbios Alguns teóricos sugerem que as formas mais graves de PHP podem derivar da reprovação sistemática na relação precoce mãe-criança .

Outro componente da teoria de Freud é o mecanismo de defesa. Mecanismos de defesa são um conjunto de métodos sistemáticos e inconscientes que as pessoas desenvolvem para lidar com conflitos e reduzir a ansiedade. De acordo com a teoria de Freud, todas as pessoas usam os mecanismos de defesa, mas pessoas diferentes usam diferentes tipos de mecanismos de defesa. Indivíduos com PHP diferem na gravidade dos mecanismos de defesa adaptativos que utilizam. Pacientes com casos mais graves de PHP, podem utilizar os mecanismos de defesa, de repressão, negação e dissociação.

A repressão é o mecanismo de defesa mais básico. Quando os pensamentos dos pacientes produzem ansiedade ou são inaceitáveis para eles, usam a repressão para impedir os pensamentos inaceitáveis ou impulsos da aparecer à consciência.

Pacientes que usam a negação podem dizer que um problema anterior já não existe, sugerindo que a sua competência tem vindo a aumentar, no entanto, os outros podem notar que não há nenhuma mudança no comportamento dos pacientes.

Quando os pacientes com PHP usam o mecanismo de defesa de dissociação, podem apresentar duas ou mais personalidades. Essas duas ou mais personalidades coexistem num indivíduo sem integração. Pacientes com casos menos graves de PHP tendem a empregar o deslocamento e a racionalização como defesa.

O deslocamento ocorre quando o paciente muda um efeito de uma ideia para outra. Por exemplo, um homem com PHP pode sentir raiva no trabalho porque o patrão não o considera o centro das atenções. O paciente pode deslocar sua raiva para a sua esposa em vez de ficar com raiva do seu chefe.

A racionalização ocorre quando os indivíduos explicam os seus comportamentos de modo a que eles pareçam aceitáveis para os outros.

Os modelo Biossocial e de aprendizagem relativos à PHP sugerem que os indivíduos podem adquirir este distúrbio como consequência de reforços interpessoais inconsistentes oferecidos pelos pais. Os defensores dos modelos biossociais de aprendizagem referem que estes indivíduos aprenderam a conseguir o que querem dos outros, chamando a atenção para si.

sexta-feira, 1 de março de 2024

O EQUILÍBRIO DA AUTOESTIMA - Amar a Si Mesma - Visão de Si Mesma - Auto Confiança


Esses três componentes da autoestima entretecem geralmente laços de interdependência: o amor a si mesmo(a) (respeitar-se diante de qualquer circunstância, ouvir as próprias necessidades facilita, sem dúvida alguma, uma visão positiva de si mesmo (a) (acre-ditar na sua própria capacidade, projetar-se no futuro), que, por sua vez, influencia favoravelmente a autoconfiança (agir sem temer de forma excessiva o fracasso e a opinião dos outros).

Mas acontece de esses ingredientes se encontrarem dissociados em algumas pessoas. Tomemos o caso de uma frágil visão de si mesmo (a): o sujeito tem uma autoconfiança apenas superficial; basta um obstáculo mais sério, ou mais demorado, para que a autoestima desmorone.

Outro caso, o da falta de amor a si mesmo(a): agora o sujeito fez um percurso excepcional por estar sustentado por uma visão muito elevada de si mesmo; mas um fracasso sentimental irá suscitar dúvidas e complexos que ele acreditava sufocados para sempre... Pode haver ainda um defeito ainda maior de autoconfiança: o sujeito recebeu uma educação perfeita, seus pais o protegeram demais, amaram-no e pouparam-no para que ele não viesse a enfrentar muito cedo os problemas da vida; não obstante toda a afeição recebida, ele será vítima de dúvidas permanentes quanto à sua capacidade de ser bem-sucedido.

"AMOR A SI MESMO(A)

ORIGENS Qualidade e coerência dos "alimentos afetivos" recebidos pela criança

BENEFICIOS Estabilidade afetiva, relações alegres com os outros; resistência às críticas ou à rejeição

"CONSEQUÊNCIAS

EM CASO DE FALTA" Dúvidas quanto à capacidade de ser estimado(a) pelos outros; convicção de não se achar à altura; autoimagem medíocre, mesmo em caso de sucesso material

VISÃO DE SI MESMO (A)

ORIGEM

Expectativas, projetos e projeções dos pais sobre o filho

BENEFÍCIOS

Ambições e projetos que se tenta realizar; resistência aos obstáculos e contratempos

CONSQUENCIAS

"Falta de audácia nas escolhas existen-ciais; conformismo;

dependência das opiniões dos outros; pouca perseverança em suas escolhas pessoais"

AUTOCONFIANÇA

ORIGEM

Aprendizagem das regras da ação (ousar, perseverar, aceitar os fracassos)

BENEFÍCIOS

Ação no cotidiano fácil e rápida

CONSQUENCIAS

Inibições, hesitações, abandonos, falta de perseverança

A AUTOCONFIANÇA - O terceiro Pilar da AutoEstima

 A  AUTOCONFIANÇA - O terceiro Pilar da AutoEstima

Na realidade, a autoestima é composta por três "ingredientes": o amor a si mesmo(a), a visão de si mesmo(a) e a autoconfiança. A boa dosagem de cada um desses três componentes é indispensável para a obtenção de uma autoestima harmoniosa. ESSES três componentes da autoestima entretecem geralmente laços de interdependência. Neste artigo postarem TERCEIRO PILAR DA AUTO ESTIMA -  A  AUTOCONFIANÇA 

Terceiro componente da autoestima - com a qual, aliás, é frequentemente confundida , a autoconfiança aplica-se sobretudo aos nossos atos. Estar confiante é pensar que se é capaz de agir de maneira adequada nas situações importantes. Quando uma mãe declara "Meu filho não tem confiança em si mesmo", ela quer dizer que ele duvida de sua capacidade para enfrentar as exigências do seu trabalho, para ir em busca dos outros a fim de fazer com que o apreciem etc. Ao contrário do amor a si mesmo (a) e, em especial, à visão de si mesmo(a), a autoconfiança não é muito difícil de identificar; basta estar próximo regularmente de uma pessoa, observar como ela se comporta em situações novas e imprevistas, quando existe algo em jogo ou quando ela se acha submetida a dificuldades na realização de algum projeto pessoal. A autoconfiança pode portanto parecer menos fundamental que o amor a si mesmo(a) ou a visão de si mesmo(a), dos quais ela seria uma consequência. Em parte, isso é verdadeiro, mas seu papel nos parece primordial na medida em que a autoestima precisa de atos para se manter ou desenvolver-se: pequenos êxitos no cotidiano são necessários ao nosso equilíbrio psicológico, da mesma forma que a alimentação e o oxigênio são necessários ao nosso equilíbrio corporal.

De onde vem a autoconfiança? Principalmente da maneira como fomos educados na família ou na escola. Os fracassos são apresentados a um filho como uma consequência possível, mas não catastrófica, dos seus atos? Ele é recompensado tanto por tentar quanto por efetivamente ser bem-sucedido? É ensinado a tirar lições de suas dificuldades, em vez de achar que, diante delas, é melhor não fazer nada? A autoconfiança é transmitida tanto pelo exemplo como pelo discurso. Encorajar um filho a aceitar o fracasso quando os pais não procedem assim não gera grandes resultados. Os filhos sabem que as verdadeiras convicções dos adultos devem ser avaliadas mais pelos seus atos do que por suas palavras...

Não temer excessivamente o desconhecido e a adversidade indica um bom nível de autoconfiança. "Para recrutar um candidato", explica um caçador de talentos, "presto mais atenção em seu grau de autoconfiança do que nos seus conhecimentos técnicos. Como faço para testá-la? Ora, interrogando-o sobre os seus pontos fracos, as lacunas do seu currículo. Procurando colocá-lo um pouco em dificuldade, desestabilizá-lo com delicadeza... Se ele assume os seus limites sem se desvalorizar, se ele joga o jogo e não busca nem se proteger nem contra-atacar para se defender, digo a mim mesmo que o candidato com certeza vai se comportar da mesma forma na empresa. E que os seus colaboradores sentirão o mesmo que estou sentindo."

Claro que uma autoconfiança insuficiente não constitui uma desvantagem insuperável. Mas as pessoas pouco autoconfiante são frequentemente vítimas de inibição, até nas mais simples tarefas cotidianas, como escrever uma carta, dar um telefonema etc. "No fundo", diz um paciente de 30 anos, "eu me acho um cara simpático, com possibilidades. Vejo com alguma facilidade o que gostaria de fazer, pelo menos sou capaz de sonhar com isso. Sinto que é possível chegar lá, embora na hora acabe percebendo que não me preparei como deveria.

Eu gostaria, por exemplo, de sair da área comercial e tornar-me professor. Mas precisaria voltar aos estudos e tenho medo de não me readaptar. Além disso, às vezes, ponho em dúvida minha escolha: e se eu não tiver jeito para essa profissão? Teria trocado o certo pelo duvidoso...

VISÃO DE SI MESMO(A) – O segundo pilar da Auto-Estima

 VISÃO DE SI MESMO(A) – O segundo pilar da Auto-Estima

Na realidade, a autoestima é composta por três "ingredientes": o amor a si mesmo(a), a visão de si mesmo(a) e a autoconfiança. A boa dosagem de cada um desses três componentes é indispensável para a obtenção de uma autoestima harmoniosa. ESSES três componentes da autoestima entretecem geralmente laços de interdependência. Neste artigo postarem VISÃO DE SI MESMO(A) – O segundo pilar da AutoEstima

O olhar que se lança a si mesmo(a), essa avaliação, fundamentada ou não, que se faz das próprias qualidades e dos próprios defeitos, é o segundo pilar da autoestima. Não se trata apenas de auto conhecimento; o importante não é a realidade dos fatos, mas a convicção que se tem de ser portador de qualidades ou de defeitos, de potencialidades ou de limitações.

Nesse sentido, é um fenómeno em que a subjetividade desempenha o papel principal; sua observação é difícil, e sua compreensão, delicada. E por isso que uma pessoa complexada - cuja autoestima normalmente é baixa - com frequência deixará perplexo um grupo de colegas, por exemplo, que não percebe os defeitos de que ela se acha portadora. "Visivelmente", declara uma mãe sobre sua  filha mais velha, "nos não a vemos com os mesmos olhos que ela. Minha filha não nao para de dizer que se acha feia. Eu, porém, tenho a impressão de ter uma filha de 16 anos bonita e inteligente, e é dessa maneira os nossos amigos também a veem. Quando tentamos discutir o que assunto com ela, é como se não falássemos a mesma língua." 

Quando positiva, a visão de si mesmo (a) é uma força interior nos permite esperar nossa hora apesar da adversidade.

O general De Gaulle não precisou ter uma poderosa autoestima para lançar, de Londres, a conclamação de 18 de junho de 1940, quando a França desmoronara por completo diante do invasor? A visão de seu destino pessoal se super-punha com felicidade àquela que ele tinha "alguma noção da França"... Se, ao contrário, tivermos uma autoestima deficiente, uma visão de nós mesmos limitada ou medrosa nos fará perder tempo antes que encontremos o nosso "caminho". Foi o que aconteceu a uma Paciente: "Quando penso", relata essa estilista - MARIENE de 45 anos , "que perdi dois ou três anos tentando fazer medicina e farmácia, só porque meu pai havia insistido, enquanto tinha verdadeiro horror a isso! Na época , eu sabia que essas duas carreiras não me agradavam e que minha vocação era m artes. Mas eu não estava suficientemente segura quanto ao meu êxito nessa área. Tinha medo de me sair mal”. Esse olhar que lançamos sobre nos mesmo , nos o devemos ao nosso circulo familiar e, em especial, aos projetos que nossos pais idealizam para a gente. Em certos casos, o filho é encarregado inconscientemente pelos pais de fazer aquilo que eles não puderam ou souberam realizar na vida . E o que se costuma chamar de “filho incubido de uma missão”. Uma mãe que tinha sofrido grandes privações de ordem financeira incitará sua filhas a só se relacionarem com rapazes de famílias abastadas.

Um pai que tenha fracassado nos estudos fará tudo para que o filho se matricule em uma escola conceituada. Tais projetos são legítimos, desde que a pressão sobre os filhos não seja muito forte eleve em consideração seus desejos e capacidades. Do contrário, será uma tarefa impossível para a criança, que será vítima de sua incapacidade para realizar a grande visão que seus pais acariciavam para ela. O fato de não levar em conta as dúvidas e as inquietações de um filho pode criar dentro dele, posteriormente, uma profunda vulnerabilidade da autoestima. Ouçamos LUCAS, um estudante de 21 anos: "Sempre tive medo de desapontar meus pais. Meu pai não fez curso superior, por razões que nunca compreendi muito bem, já que todos todos os seus irmãos e irmãs conseguiram os seus diplomas. Mas ele queria que eu fosse superior em tudo. O primeiro na escola, nos esportes, tocar piano, fosse líder com as amiguinhos, esta bem mais vestido nas festas; ele sempre me tratou como minhas capacidades fossem ilimitadas. Isso me estimulou e sustentou durante muito tempo, lembro-me de ter sido um garoto brilhante, alvo de admiração. E sentir que isso dava prazer aos meus pais também me agradava. Só que eu ficava muito ansioso, com medo de fracassar. E ainda hoje sou assombrado pelo temor de decepcionar o meu pai. De tanto sentir que ele acreditava em mi, acabei me convencendo de que eu era digno do que há melhor. Estou em uma grade universidade, só paquero garotas bonitas, de boa família, penso que terei uma posição uma posição social elevada. Mas essa visão daquilo que mereço não me livra do medo excessivo de fracassar: sou extremamente suscetível e, quando não o que quero, fico doente. No fundo, sou grato, a meu pai por haver desenvolvido em mim essa convicção de merecer o melhor e de ser capaz de alcança-lo. Falta-me ainda, contudo, uma força interior, uma calma para resistir à adversidade. Ainda não tenho a certeza de estar à altura de todos esses projetos que ele sonhou para mim. Será que isso virá com a idade?"

 Em outros casos, uma visão de si mesmo limitada levará o indivíduo à dependência de terceiros: podem-se estabelecer relações satisfatórias mas a pessoa se limita ao papel de seguidor, pisando em terreno já explorado por outro. Tem-se dificuldades em construir e levar a bom termo projetos pessoais . “Meus pais’ , conta o paciente, “ me amararam e e me deram toda afeição de que eu precisava. Mas DEVEM ter falhado em algum detalhe. Nunca tive coragem de ser eu mesma. Tenho a impressão de haver passado minha vida seguindo os outros, a esperar que me fizesse um sinal e dissessem: ‘ o caminho esta livre, não há problema , pode vir’. Por exemplo , eu fiz os mesmos cursos que o meu melhor amigo de ginásio. Na faculdade, eu saia sempre com as garotas com quem ele tinha acabado de terminar. Se ele tivesse se divorciado, eu teria sido capaz de me casar com a ex- mulher dele… Em relação à faculdade, por exemplo, penso que poderia ter estudado engenharia se tivesse ousado. Em vez disso, contentei-me com um certificado de técnicas comerciais; não por gosto, mas por causa do medo de fracassar. Em meu ambiente de, é um pouco parecido me censuram por minha falta de ambição, por não enxergar longe, apesar de minhas qualidades. Por sinal, foi o que aconteceu com meus pais; meu pai penou a vida inteira em um emprego desinteressante, minha mãe sacrificou sua carreira de professora, de que gostava, para ficar em casa cuidando dos meu irmãos e de mim






AUTO ESTIMA - Viés “Amor próprio”

 AUTO ESTIMA - Viés “Amor próprio”

Na realidade, a autoestima é composta por três "ingredientes": o amor a si mesmo(a), a visão de si mesmo(a) e a autoconfiança. A boa dosagem de cada um desses três componentes é indispensável para a obtenção de uma autoestima harmoniosa. ESSES três componentes da autoestima entretecem geralmente laços de interdependência. Neste artigo postarem a primeiro componente “Amar a Si Mesmo(a) (Respeita-se diante de qualquer circunstancia, ouvir as próprias necessidade e aspirações),

Facilita, sem duvida alguma, uma “Visao positiva de se mesmo(a)”( acreditar na sua própria capa-cidade , projetar-se no futuro) , que, por sua vez , influencia favoravelmente a “Autoconfiança” ( agir sem temer de forma excessiva o fracasso e a opinião dos outros).

O AMOR A SI MESMO(A)

É o elemento mais importante Estimar-se implica avaliar-se, mas amar-se não está sujeito a nenhuma condição: amamo-nos a despeito de nossos defeitos e limites, fracassos e reveses, simplesmente porque uma pequena voz interior nos diz que somos dignos de amor e de respeito. Esse amor a si mesmo(a) "incondicional" não depende de nossos desempenhos. Ele possibilita que consigamos resistir à adversidade e nos recompor após um fracasso. Não impede nem o sofrimento, nem a dúvida em caso de dificuldades, mas protege contra o desespero. Sabe-se hoje, e mais adiante voltaremos a falar sobre isso, que o amor a si mesmo (a) depende em grande parte do amor que nossa família nos ofertou quando éramos crianças e dos "alimentos afetivos" que nos deram. "Minha maior gratidão em relação aos meus pais", diz UMA PACIENTE em terapia, uma artesã de 42 anos, "é que eles me deram a convicção de que eu era uma pessoa de bem. Mesmo quando os decepcionava - e foi o que aconteceu em minha adolescência, quando joguei os estudos e fiz um monte de besteira, sempre senti que nunca deixavam de me amar, que estavam convencidos de que eu chegaria a dar um rumo à minha vida. Isso não os impediu de me repreenderem quando necessário, mas nunca tentaram me incutir a ideia de que eu não servia pra nada.”

As carências de autoestima que têm sua fonte nesse nível de convivência são, sem dúvida, as mais difíceis de tratar. São encontradas nas pessoas em que os psiquiatras identificam aquilo que chamam de "distúrbios da personalidade", ou seja, pessoas cuja maneira de lidar com os outros leva-os geralmente ao conflito ou ao fracasso. É o caso, por exemplo, de uma professora de 31 anos, também paciente que esteve em terapia por 5 anos: diz ela "Nunca consegui encontrar alguém que compartilhasse a vida comigo. Assim que atingimos certo grau de intimidade, dizia ela, começo a me sentir ameaçada. Não sei do que tenho medo. Com certeza, não é de perder a liberdade, pois não faço nada de interessante com ela. Como não me amo, parece-me impossível que outra pessoa possa sentir amor por mim. Torno-me paranoica com os colegas, tenho a impressão de que alguém concorda em ficar comigo só por causa do sexo; um outro, que está desempregado, só por causa do meu apartamento; e outro ainda, enfim, simplesmente porque ele mesmo não sabe o que quer. Mas viver comigo por amor é algo em que não consigo acreditar. Entro literalmente em pânico. Na minha cabeça, eu não o mereço, nunca estarei à sua altura e acabarei lhe causando uma decepção.”

Amar a si mesmo (a) é realmente a base da autoestima, seu componente mais íntimo e mais pro-fundo. Todavia, nunca é fácil discernir dentro de uma pessoa, além de sua máscara social, o grau exato de amor que ela tem por si mesma.