terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Consequências de uma infância conflitante!


A infância é a etapa da vida na qual a criança começa a conhecer o mundo, a desenvolver e a gerenciar aquilo com o que convive. Por outro lado, é um período no qual a criança é especialmente vulneráveis e dependentes. Assim, o que acontece têm muitas possibilidades de ficar aderido a suas raízes, sendo difícil de modificar.

Isso vale tanto para uma infância positiva quanto negativa, e os resultados posteriores são totalmente diferentes. É uma vantagem ou uma desvantagem que  é dada por sorte e, de certo modo, não tem muito o que fazer.

A. Infância perdida

Este período, como o resto dos que compõem a sua história vital, uma vez passado já não voltará. Uma infância tóxica se traduz em uma infância triste, infeliz ou complicada.
Com frequência o fato de não ter podido viver estes anos de uma maneira satisfatória a criança se enche de rancor direcionado a aquelas pessoas por quem tem sentimentos muito profundos. Ou seja, os vínculos emocionais da infância costumam sobreviver, de forma frequente, em um enfrentamento entre o amor e o rancor.

Assim, os sentimentos encontrados não são frutos do acaso, e sim da avaliação posterior sobre as injustiças, a desconfiança, o medo, o abandono, e a humilhação que um dia que teve que sofrer. O primeiro passo na fase adulta é reconhecer os sinais. Observe  alguns sintomas:

1. Você se apega às emoções negativas

Se você reconhece que sofreu maus-tratos de seus pais ou dos adultos que eram responsáveis por você, então também reconhece como isso faz você se sentir. Quando você é confrontado com pensamentos de como foi a sua infância, um caldeirão de emoções negativas ferve dentro de você.
Essas emoções negativas são muitas vezes uma mistura de medo, ansiedade, rejeição, sufocamento ou dor emocional generalizada. 

Você tem dificuldade em identificar-se com amigos e colegas que obtêm prazer de seus relacionamentos com suas mães.

Você pode até fantasiar sobre como seria bom se você tivesse tido uma criação que lhe evocasse sentimentos positivos e amorosos. Se ao analisar isso, você não conseguir perdoar e libertar a suas memórias tóxicas, então estará suprimindo suas emoções negativas e ainda assumindo parte da culpa. Você pode se pegar dizendo:

Eu não fui uma criança fácil de criar;

Eu poderia ter feito mais para facilitar;

Meus pais tinham muitos problemas para resolver;

É assim mesmo, é o jeito deles, também foram criados assim;

Eles fizeram o melhor que puderam.

Essas expressões são boas se vierem de uma posição de cura, mas não são boas quando são usadas para evitar a realidade e suprimir seu trauma interior lhe inferiorizando, lhe vitimizando no monopólio da dor.

2. Você reage ao conflito com submissão ou agressão

A parentalidade tóxica faz com que as crianças desenvolvam métodos disfuncionais de resolução de conflitos para lidar com uma figura de autoridade hostil. Se sua mãe ou o seu pai, ou quem lhe criou, quebrou seu espírito, você aprendeu a lidar com o conflito pela submissão a todo custo. Qual é o propósito de se levantar se você vai ser derrubado?

Como adulto, você evita conflitos, negligencia a si mesmo quando necessário e recua na defesa dos outros. Se sua infância o seu espírito foi quebrado na infância (se pisaram em todo o seu coração), então você aprendeu a permanecer passivo em sua posição de fraqueza, mas desenvolveu e internalizou a agressão induzida pela dor.

Po Você determinou que ninguém vai lhe machucar dessa maneira novamente. Quando adulto, você encontra um conflito agressivo e pode atacar com pouca ou nenhuma provocação. A infância conflitante incitou você a dar o primeiro “soco” em quem quer que seja, quando essa pessoa lhe faz sentir emocionalmente vulnerável.


3. Você esconde afeição

Pessoas que vivenciaram uma infância tóxica retêm o afeto de seus filhos como uma forma de punição. Eles aprendem que o amor é condicional, baseado em quão profundamente eles a agradam. Algumas pessoas podem oferecer pouca ou nenhuma afeição, mesmo quando a criança se saiu bem.

Outros decidem não se incomodar, isolando-se emocionalmente e evitando o contato. Em ambos os casos, as crianças são emocionalmente manipuladas e aprendem que o afeto amoroso é uma mercadoria condicional e escassa.

Como adulto, você não sabe como lidar com o afeto livremente dado e vive antecipando que ele será arrancado de repente. Sua alegria e medo produzem mudanças extremas de humor emocional que seu parceiro romântico não entende.

Não é incomum que você retenha o carinho como meio de autodefesa ou castigue seu parceiro pela menor indiscrição. É a sua maneira de proteger suas emoções vulneráveis ​​e comunicar sua dor.

4. Você procura relacionamentos codependentes

Os relacionamentos codependentes envolvem um parceiro passivo e um dominante que ambos encontram satisfação na dependência emocional e/ou prática do parceiro passivo no parceiro dominante.
O parceiro passivo se sente amado quando alguém está disposto a fazer tudo por ela. O parceiro dominante se sente amado quando é necessário. Quanto maior a dependência do parceiro, mais amado ele se sente.
Numa relação tóxica entre mãe e filho, por exemplo, a mãe age como o parceiro dominante. Ela recorre a medidas extremas para garantir que seu filho sempre precise dela, dificultando o desenvolvimento saudável.
A parentalidade codependente produz crianças emocionalmente e/ou praticamente codependentes. Uma criança se tornará passiva ou dominante como adulta, dependendo de sua personalidade e da força de sua vontade.


Codependentes passivos

Como adulto, se você é o parceiro passivo, você se sente amado quando seu cônjuge gerencia sua vida por você. Também é comum que você espere que seu cônjuge atenda a todas as suas necessidades emocionais.
Você sente que precisa de seu parceiro para viver, e em seu estilo passivo-agressivo, exige que seu parceiro demonstre amor dessa maneira. Você se sente amado e rejeitado quando seu cônjuge não pode ou não vai deixar tudo de lado para atender a todas as suas necessidades.

Codependentes Dominantes

Como adulto, se você é o parceiro dominante, você tem uma necessidade insaciável de ser necessário e pode até criar situações que garantam sua indispensabilidade.
A dependência do seu parceiro, praticamente e emocionalmente, faz com que você se sinta seguro. Se você é necessário, você não será deixado de lado.
Você tem fortes tendências de controle em relação ao mundo exterior, mas permanece emocionalmente dependente de outra pessoa.
Seu bem-estar emocional depende de quanto os outros precisam de você. Se o seu cônjuge afirma alguma independência, você experimenta sentimentos de medo e insegurança e até se sente mal amado.

5. Você é um crítico de todos, especialmente você mesmo

Parentalidade tóxica descarrega montes de críticas às crianças. Essas mães criticam duramente cada comportamento que não lhes agrada, e a menor infração desencadeia repreensão ou punição desproporcionais.
A psicologia há muito nos ensina que todos desenvolvemos uma voz interior e, para muitos adultos, sua voz interior pertence a um de seus pais, quer eles percebam isso ou não.
Como filho de uma criação tóxica, você sempre se sente monitorado, como se alguém estivesse observando e criticando seu desempenho diário. Você se julga duramente por cada erro ou revés.
O fracasso traz uma crise emocional em você, pois o seu valor depende apenas dos seus sucessos. Você constantemente batalha a voz em sua cabeça que implacavelmente repete que você não é bom o suficiente ou bem sucedido o suficiente.
Você tem tendências perfeccionistas e expectativas elevadas dos outros, tornando-se não apenas seu pior crítico, mas também o de todo mundo.

6. Você precisa de validação constante

Crianças que tiveram uma criação tóxica se tornam adultos com baixa auto-estima. Seu ambiente de infância foi marcado por críticas, falta de afeição, amor condicional, domínio e conflito.
Elas são atormentadas por sentimentos de inutilidade e buscam validação das pessoas mais próximas a elas. Elas desejam principalmente a validação frequente através de:

1. Reconhecimento por bom comportamento ou realizações
2. Reafirmação constante de que são amadas

Quando adulto, você acredita que não é digno de amor e teme que os outros logo percebam isso. Quando você faz bem, você garante que aqueles ao seu redor saibam sobre isso.
Você precisa dar ao seu círculo íntimo uma razão para continuar amando você. Sua baixa autoestima impulsiona sua necessidade desesperada de elogios e palavras de aprovação de sua família e amigos.
Seus louvores ajudam você a se sentir mais seguro em seu relacionamento com eles. Muitas vezes, isso é confundido com orgulho, mas no seu caso, é uma marca registrada de insegurança. Se você não receber a validação deles, você se sentirá desvalorizado ou sem valor.

Em seu estado vulnerável, você supõe subconscientemente que os outros vão “amar” você do modo como foi na infância, e você procura os sinais. Você monitora seu parceiro, família e amigos para indicações de que o amor deles está diminuindo.
Como resultado, você muitas vezes reage excessivamente a transgressões menores, interpretando-as como prova de que você não é digno. Sua necessidade de validação mantém você numa montanha-russa emocional, porque você raramente se sente contente consigo mesmo e olha para os outros em busca de satisfação emocional.

Você pode mudar!

Cura de relacionamentos conflitantes 
leva tempo, é preciso se analizar, se conhecer e conhecer bem as circunstâncias vivida. Você não pode controlar o mundo ao seu redor ou aqueles que estão nele, mas você pode ter poder sobre suas reações.
Escolha procurar pessoas capacitadas, palavras sábias e descubra como seu passado e suas emoções afetam sua vida atual. Você não precisa viver nas correntes do ontem. Em vez disso, opte por dar passos diários em direção a um novo futuro.




domingo, 30 de setembro de 2018

Não quero crescer - diz a criança a sua mãe!


"Quando eu era menino, os mais velhos perguntavam: o que você quer ser quando crescer? Hoje não perguntam mais. Se perguntassem, eu diria que quero ser menino." Fernando Sabino 

O desenvolvimento se dá por crises, o que isto quer dizer? Imagine que o feto está quentinho dentro da barriga de sua mãe, recebendo alimentação e crescendo confortavelmente, até que, um belo dia, o útero fica pequeno e começa a se contrair para expulsá-lo de lá.
Esta é a primeira crise pela qual o Ser Humano em formação passa. Não há alternativa senão sair e nascer. De repente um monte de luzes, vozes, agitação, frio e desconforto. Um tapinha, a primeira dor e o choro.
Um mundo novo, desconhecido, apresentado com desconforto surge diante do bebê e não há alternativa, ele terá que enfrentar a crise e seguir adiante.
Passados estes primeiros momentos ele começa a perceber que a alimentação continua chegando, um leite quentinho jorra do seio da mãe em sua boca. Ah!!! Também chega o conforto através de toques suaves e um amor diferente do que ele recebia enquanto estava na barriga.
Aos poucos ele vai percebendo que aqui, do lado de fora, também pode ser bem confortável e bom, tanto ou mais do que na barriga. Mas, o bebê só vai descobrir se enfrentar e superar a crise do nascimento.
E assim será em cada fase do desenvolvimento físico e emocional do Ser Humano. Após a crise sempre há um período de adaptação e descoberta das belezas, oportunidades e prazeres da nova fase, seguindo-se uma fase de estabilidade, para total integração dos aprendizados, para novamente surgir uma crise que levará a um novo patamar de desenvolvimento.
Então, quando seu filho (a) lhe disser que não quer crescer, isto é sinal de que uma nova fase de desenvolvimento já se apresentou, e ele (a) está com dificuldade em se desapegar do estado atual para enfrentar o processo de crescimento, porque o estado atual lhe parece bem melhor do que ele (a) vislumbra no próximo.
Na grande maioria das vezes ele (a) está pedindo ajuda. Então, é hora de parar e observar a vida que vocês estão levando, os arredores, os ambientes que ele (a) frequenta, para descobrir o que está gerando medo.
Algumas vezes a questão está dentro de casa mesmo. Um garoto ou uma garota de 11 ou 12 anos perguntando se não pode permanecer criança, está sinalizando que a forma como ele (a) percebe a vida adulta é assustadora.
De onde vem esta percepção? Provavelmente da forma como seus pais estão lhe apresentando a vida.
Sugiro que você, que está passando por isso, observe os ADJETIVOS que usa para qualificar sua vida, trabalho ou relação afetiva: Dura, difícil, desgastante, ruim, sem perspectiva, louca, desestimulante, etc…
Que frases você mais costuma dizer: A vida é difícil; O trabalho é uma m…., Todo chefe é explorador; Eu tenho que trabalhar muito, para pagar suas contas, não tenho tempo agora; Puxa filho, meu maior desejo é não trabalhar para ficar com você; Essa empresa suga tudo o que tenho, estou exaurida (o); Todo relacionamento é ruim mesmo, é bom sóno começo; Ruim com ele, pior sem ele; As mulheres são destrambelhadas; Os homens não são dignos de confiança; etc…
Como você tem apresentado o mundo do trabalho, do estudo, a vida a seus filhos?
E se alguém lhe apresentasse algo que você terá que enfrentar em breve com tanta negatividade, como você se sentiria? Pense nisso!

Quem nunca falou ou ouviu (quando criança) comentários como: "se você não estudar direito hoje, como arrumará um emprego quando crescer?" Ou então " se você não for mais responsável, como irá se cuidar quando crescer?". Acredito que a intenção dos pais é despertar na criança senso de responsabilidade.

Mas atenção! Imagine como é ouvir isso diversas vezes durante a infância. Tais comentários fazem com que o "crescer" pareça algo muito difícil e grandioso, talvez até inalcançável. Poderá despertar na criança um sentimento de medo em relação ao futuro. E o mais importante, tais comentários não fazem com que a criança se torne mais responsável.
Uma criança que frequentemente ouve tais cobranças, poderá sentir-se ansiosa, e com medo: "se eu não consigo fazer direito hoje, também não conseguirei fazer quando crescer". O futuro poderá parecer difuso e ameaçador, dando a sensação de que provavelmente não conseguirá corresponder ao que se espera dela.

Não é incomum crianças apresentarem medo de crescer. Algumas vezes esse medo é expresso verbalmente, outras vezes conseguimos notá-lo através do comportamento.

É importante saber dosar a forma como é feita qualquer cobrança, sendo assim, vamos deixar muitas delas no tempo presente. Por exemplo: a criança precisa fazer a lição de casa porque é sua responsabilidade, e um compromisso assumido hoje com a professora, e não porque futuramente precisará de um bom emprego.
O futuro deixaremos no lugar dele.

Se estiver muito desafiador fazer esta reflexão ou mudar sua percepção de mundo para melhor, busque ajuda. Existem muitos trabalhos que podem auxiliá-lo (a): psicoterapia, terapias variadas, livros, cursos, etc…
Encare a fala de seu filho como alerta e uma grande oportunidade para mudanças em você, que refletirá nele (a).


sexta-feira, 10 de agosto de 2018

O que é personalidade? E temperamento? E caráter?



Maturidade emocional é reconhecer  erros. Não para consertá-los, mas para não repeti-los. 
"Valter rodrigues"

O que personalidade? E temperamento e caráter?
Temperamento é a biologia, caráter o ambiente! E a personalidade?  É a combinação da biologia e ambiente.

Estes conceitos servem para expressar formas de pensar sentir e agir, não devemos confundi-los.

Na linguagem cotidiana, usamos os termos “personalidade”, “temperamento” e “caráter” aleatoriamente; mas a psicologia estabelece limites claros entre estes três conceitos que representam diferentes aspectos da experiência humana.


Definiremos o que é a personalidade, o temperamento e o caráter. Para isso, vamos fazer uma breve revisão da etimologia dos termos e da utilização deles ao longo da história e do ponto de vista da psicologia científica a respeito de suas diferenças e semelhanças.

O que é o temperamento?

Quando falamos de temperamento estamos nos referindo à dimensão biológica e instintiva da personalidade, que se manifesta antes de outros fatores. Durante a vida de qualquer pessoa, as influências ambientais interagem com sua base temperamental, resultando em recursos que a caracterizam e a diferenciam das outras pessoas.


O temperamento é determinado pela herança genética, o que influencia de forma muito significativa o funcionamento dos sistemas nervoso e endócrino, ou seja, influencia relativamente distintos neurotransmissores e hormônios . Outros aspectos inatos, como o nível de alerta cerebral, também são importantes para o desenvolvimento da personalidade.
Estas diferenças individuais geram variações em diferentes características e predisposições; por exemplo, a hiperatividade do sistema nervoso simpático favorece o aparecimento de sentimentos como a ansiedade, enquanto as pessoas introvertidas se caracterizam por níveis cronicamente baixos de ativação cortical, de acordo com o  modelo PEN descrito por Hans Eysenk.

Evolução histórica do conceito

Na Grécia Antiga, o famoso médico Hipócrates afirmou que a personalidade e a enfermidade humana dependiam do equilíbrio ou do desequilíbrio entre quatro humores corporais: a bile amarela, a bile negra, o fleuma e o sangue.
No século II dC, cerca de 500 anos mais tarde, Galeno de Pérgamo criou uma tipologia temperamental que classificava as pessoas de acordo com o humor predominante. No tipo colérico predominava a bile amarela, no melancólico a negra, no fleumático o fleuma e no sanguíneo, o sangue.
Bem mais tarde, no século XX, autores como Eysenck e Pavlov desenvolveram teorias da personalidade baseadas na biologia. Como os modelos de Hipócrates e Galen, ambos usaram a estabilidade (Neuroticismo – Estabilidade emocional) e a atividade (Extroversão – introversão) do sistema nervoso central como critérios diferenciadores básicos.

Definindo o caráter

O caráter é o componente aprendido da personalidade. São as consequências das experiências que vivemos e que influenciam na nossa maneira de ser, modulando as predisposições e tendências biológicas, ou seja, temperamentais.
Não existe um grau de acordo tão elevado sobre a definição de caráter como no caso do temperamento, a maioria das propostas destacam que seus efeitos derivam da interação social. Isto significa que depende do contexto em que o desenvolvemos e que, portanto, tem uma origem cultural.
No início do século XX, o estudo do caráter ou caracterologia, era uma tendência predominante que acabou sendo substituída pela Psicologia da Personalidade; na verdade, essas perspectivas não são muito diferentes dos modelos atuais. Entre os autores que trabalharam com o conceito de caráter, se destacam Ernst Kretschmer e William Stern.
Atualmente, em muitos casos, não se faz distinção entre o caráter e a personalidade. De forma estrita, o caráter é especificamente a parte da nossa natureza que é determinada pelo ambiente, mas a dificuldade de separá-la do temperamento faz com que as definições de caráter e personalidade se sobreponham.

Personalidade: a soma da biologia e do ambiente


Na psicologia, o termo “personalidade” é definido como uma organização de emoções, cognições e condutas que determinam os padrões de comportamento de uma pessoa. Na formação da personalidade intervém tanto a base biológica (temperamento), como as influências ambientais (caráter). Portanto, o aspecto mais notável da personalidade, em comparação com os conceitos de temperamento e caráter, é que ambos são incluídos. Visto que é difícil definir qual parte do modo de ser pertence à hereditariedade e qual parte provém do ambiente, o termo personalidade é mais útil do que os citados acima, a nível teórico e prático.
A psicologia tem oferecido uma série de concepções da personalidade. Uma das mais influentes é a de Gordon Allport, que também destaca as manifestações mentais e comportamentais e o componente organizacional, mas acrescenta um fator de dinamismo (contínua interação com o ambiente) e de especificidade individual.
Cada teoria psicológica sobre a personalidade destaca diferentes aspectos da experiência humana. Além da teoria individualista de Allport, entre as mais importantes encontramos as de Eysenck, que foca nas dimensões biológicas, e as dos humanistas Rogers e Maslow.
É importante também fazer menção aos modelos situacionistas, que aproximam o conceito de personalidade ao de comportamento. A partir dessas perspectivas, propõe-se que o comportamento humano não depende tanto de construções mentais como das influências ambientais em uma situação concreta, ou que a personalidade seja um repertório comportamental.

A história da palavra “personalidade”

Na Grécia Antiga, a palavra “persona” era usada para se referir às máscaras dos atores no teatro. Mais tarde, em Roma, passou a ser usada como sinônimo de “cidadão”, designando principalmente os papéis sociais dos indivíduos privilegiados e influentes.
Com o tempo, o termo “persona” começou a referir-se ao indivíduo, como um ser distinto ao seu ambiente. “Personalidade” é o termo derivado desta palavra, e é usada desde a Idade Média para descrever uma série de características que determinam as tendências de comportamento de uma pessoa.

sábado, 4 de março de 2017

Decepções, mágoas e ressentimentos como adoece o coração humano?


"Mágoa é um sentimento comum dos seres humanos, caracterizado por uma sensação provocada a partir de um ato indelicado, "decepcionante" e de ofensa por parte de outrem. "

 "Magoa é originado de  decepção." 

"Ressentimento é uma mágoa não resolvida, que não se supera"

 Quantas decepções você já passou ao longo de sua vida? Com certeza, muitas. Quantas mágoas dela se alojaram no seu coração? No entanto, tem algumas que fizeram mudar de algum modo? Outras se transformaram em ressentimentos? Através destas experiências, temos aprendido a ser mais prudentes e, quem sabe, mais "sagaz". Existe um proverbio bíblico que diz: " O estulto se manifesta logo sua raiva, mas o homem sagaz dissimula o desprezo".

 Dizem que toda magoa tem seu impacto emocional no ser humano. Existem mágoas  que nos fazem abrir os olhos e também fechar o coração. É, portanto, um processo normal que faz parte de nosso ciclo vital. Então, é conveniente saber controlá-las de modo adequado para que não acabem fechando o nosso coração para sempre - ressentimentos. Ressentimento : mágoa que não se supera , que a pessoa QUER não se esquecer. Tem gente que parece gostar de relembrar e diz: não esqueci daquilo ou do ele(a) me fez e é por isso que hoje sou um fracassado na vida. A partícula RE e como a pessoa tem algum interresse na manutenção da dor, da queixa, do lamento e passa a vida toda acusando o outro. É normal esquecermos o que nos faz mal! 

 A vida deve ser sempre um convite contínuo para tentar, arriscar e a manter a ilusão. E, claro, toda mágoa dói, mas se as vivemos tem algum motivo para aprendermos algo.

As palavras ou a escolha de alguém não define sua identidade!

Há quem, depois de ser rejeitado, decepcionado pensa que não ter valor como pessoa, olha-se no espelho e se convence de que sua auto imagem e sua auto confiança não tem nada de positivo, que não agrada, que a sua personalidade parece não ter sido feita para encaixar com o outro. E seu amor próprio? Ah, já não existe. Sua autoestima já está no chão.

 É um  erro pensar que a opinião de uma pessoa, seja ela seu cônjuge, pessoas da família ou seus amigos, define o que você é, porque o que define você  é o que sai de dentro de  você. É a sua palavra, é o seu mundo, as suas crenças e nada disso tem a ver com você, por mais alta que seja a sua estima por ela.

As decepções que sofremos de uma ou várias pessoas são apenas provas de que, na verdade “não encaixamos com seus mundos”. E, acredite ou não, existem muitos mais mundos, mais universos criados por pessoas maravilhosas que se encaixarão com seus cantos, vazios  ou fendas.

 A complexidade das decepções é que em certas ocasiões, as recebemos de pessoas que são muito significativas. Portanto, é mais do que normal sofrê-las, pois somos magoados.

Então, essa dor deve ser específica e não deve se prolongar para sempre em nosso coração, ou ficaremos prisioneiros de nossos próprios inimigos - ressentimentos. As decepções chegam, nos magoam e depois, devem servir de aprendizagem para nós.

 É essencial “ressignificar” todo os tipos de afetos, notadamente aquelas   negativa de suas lembranças para poder avançar.

Como controlar as mágoas

 De fato, tem decepções que nos fazem abrir os olhos e às vezes fechar o coração. O mundo é complexo, e as pessoas com as quais nos relacionamos nem sempre agem como nós esperamos.

 De qualquer forma, temos ter muito claro que os outros também podem se decepcionar conosco de um modo ou de outro, nós também magoamos, mais o ser humano acha que sempre a decepção é sempre no sentido do outro para nós. Em suma, sempre somos magoados, e nunca magoamos!

 Essas pessoas que normalmente são sempre vítimas diz: "se não serve pra mim ignoro, dou um limite"! Este sentimento é um mecanismo de defesa que  busca manter seu narcisismo e colocar sempre o outro com culpado dos seus fracassos e ele(a) vítima, principalmente quando nada dele(a) dar certo. Certamente enquanto tudo tá bem, diz: "quer isso, sem ressentimentos"!

 Daí, vale a pena ter em conta estas simples dicas:

Primeiro, valorizar as pessoas como elas são, e evitar grandes expectativas.

 Para viver em paz e equilíbrio devemos viver o dia após dia e não criar altas expectativas. Uma coisa é certa, que se tem algo que todos necessitamos é poder confiar nas pessoas que queremos. Às vezes, a pessoa ressentidas  confunde um parente( seja mãe, pai, irmãos e etc), e trata com desprezo como a relação parental fosse uma relação de não afinidade e diz: não importa  seja família, seja apenas um amigo, se não me satisfaz isolo! Se elas falharem. Você tem todo o direito de se sentir irritado ou indignado, isolar já passa ser um ressentimento.

 Contudo, algo que pode nos ajudar muito é evitar ideias como “meu companheiro vai me ajudar em tudo e vai fazer tudo por mim”, “meus amigos estão de acordo com tudo o que eu faço e estão à minha disposição em qualquer momento”.

 Não caia nestas ideias. Não espere tudo dos outros, espere tudo de si mesmo.

 Segundo, Evite mágoas  permanentes, busque sua própria cura

 As mágoas não resolvidas são transformado em ressentimento que nos vão acompanhando por toda a vida. O mundo nunca irá mudar nossas expectativas. Nossos enter queridos podem errar conosco, sobretudo aquelas pessoas a quem mais admiramos nos demonstram, de vez, em quando que também não são infalíveis, por serem limitados.

Uma mágoa aqui, outra magoa ali,  abrirão seus olhos e as chances são de que depois delas, você poderá ser mais cauteloso, prudente e até cético.

 Isso tudo é normal, mas tente não cair em: negativismo, desconfiança generalizada e a te mesmo a perda da ilusão.

 Esta é a última coisa que devemos nos tornar: em pessoas embainhadas pela tristeza, por ferida causada por uma mágoa  que nunca cicatriza.

Terceiro, As mágoas  nos fere, mais pode  nos mudar.

A vida é mudança e é aprendizagem. Existem aspectos negativos que devemos assumir para depois poder avançar.

Às vezes, uma decepção nos faz sair de um engano em que estávamos vivendo. É algo que você deve considerar, porque às vezes elas são necessárias para enxergar uma realidade da qual não se tinha conhecimento.

Que aquela pessoa não respeitava a forma como você pensava, que mentia para realizar seus desejos, traia os princípios e valores adquiridos, que normalmente chamamos  de pessoas se apropria inadequadamente dos valores aprendidos, identificamos que era egoísta e priorizava a si mesmas acima de tudo, e tudo isso magoa.

 Enxergar as decepções como fatos intransponíveis, pois, às vezes, são até mesmo necessárias. Para sair delas, para enfrentá-las, você deve entrar em contato consigo mesmo ou fazer uma terapia para recuperar a sua autoestima, e , depois, precisa ser capaz de confiar novamente.

 Há sempre pessoas boas; há sempre milhares de projetos que podem lhe dar ilusão e fazer você feliz. A esperança é algo que nunca acaba enquanto você a mantém dentro do seu coração.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Pais bons são desnecessário! Ou pais bons são necessários?


"O homem que sofre antes de ser necessário sofre mais que o necessário”, Sêneca

“ Bons pais são  aqueles que vão  se tornando desnecessários com o passar do tempo”.  A primeira vez que ouvi  uma expressão parecida com esta foi no curso de gestão de pessoas, o professor começou a palestra com a frase: "O bom gerente é aquele que se ausenta e tudo continua funcionando como se ele estivesse lá!". Isto começou a fazer sentido para mim quando trabalhei com os meus comandados fazendo eles entender o papel de cada um, nos processos da empresa. Apesar de ter entendido o que significa o gerente desnecessário é necessário, recentemente a frase " país desnecessário é necessário" soou estranho a uma mãe paciente no meu consultorio.

Expliquei! Chegou a hora de reprimir de vez o impulso natural paterno e materno de querer colocar a cria embaixo da asa, protegida de todos os erros, tristezas e perigos. Uma batalha interna hercúlea, confesso, terão que enfrentar.

Quando os pais  começam  a esmorecer na luta para controlar a supermãe e o superpais  que todos temos dentro de cada um de nós, lembro da frase, hoje absolutamente clara.  "Se eu fiz o meu trabalho direito, tenho que me tornar desnecessário". Antes que alguma mãe ou pai  apressados venham me acusar de desamor, preciso explicar o que significa isto.

Ser 'desnecessário' é não deixar que o amor “incondicional” de mãe, que sempre existirá, provoque vício e dependência nos filhos, como uma droga, a ponto de eles não conseguirem ser autônomos, confiantes e interdependentes, prontos para traçar seu rumo, fazer suas escolhas, superar suas frustrações e cometer os próprios erros também.

A cada fase da vida, os pais devem ir cortando e refazendo o cordão umbilical. A cada nova fase, uma nova perda e um novo ganho, para os dois lados( pais e filhos) acontece, porque o amor é um processo de libertação permanente e esse vínculo tem que permanecer até  o dia em que os filhos se tornem adultos, constituam a própria família e recomeçam o ciclo.

O que filhos precisam é ter certeza de que os pais estão lá, firmes, na concordância e na divergência, no sucesso ou no fracasso, com peito aberto para o aconchego, o abraço apertado, o conforto nas horas difíceis. 

Pai e mãe – solidários – criam filhos para serem livres e interdependentes. Esse é o maior desafio e a principal missão.

Pais devem aprender a ser desnecessários, buscando se  transformar em porto seguro para quando os filhos decidem atracar.

Pegando esse gancho, digo sempre aos meus pacientes - principalmente as mamães -  “Mamães Angustiadas pela Autonomia dos Filhotes” que quando esquecemos de parar de sermos mães, nossos filhos se afastam de nós…eles precisam pensar com suas cabeças, cometer seus próprios erros e acertos!

Convenhamos, é muito chato uma mãe eterna no nosso pé…precisamos reconhecer, aliás com muito orgulho que eles, os nossos filhos crescem, se tornam autônomos, e muito melhores que nós, Graças a Deus!

 Em suma como diz o texto, "é sinal de que os pais fazem um bom trabalho, quando percebem que estão sendo dispensados e desnecessários. É hora de descansar e curtir a turma de preferência à distância…

Lembrem-se pais , muito melhor ser solicitado que “oferecidos”.

Certa vez um senhor pediu-me ajuda como terapeuta, pois não sabia o que fazer com um sobrinho, filho único, cuja mãe veio a falecer há pouco tempo. Um jovem de 18 anos, totalmente dependente, não queria estudar, colaborar, nem trabalhar… sua mãe o educara assim, com tudo à mão e à boca…nunca soubera antes o que seria fazer algo útil e construir seu futuro. O jovem sobrinho estava desarmonizando toda a sua família de três filhos que por serem todos independentes, estudiosos, trabalhadores e responsáveis, não aceitavam o primo ocioso em sua casa.

Ao ouvir o relato de minha paciente, deparei-me com um outro paciente pedindo ajuda porque seus três filhos, não precisam mais dela, ela as vezes se acha inútil pois  são  totalmente independentes, apesar de ser bem formados moralmente e intelectualmente… e fui fundo: se você  morrer agora não deixará nenhum filho desamparado ou sob a responsabilidade de algum parente…diga meu Deus como sou feliz! A única falta que sentirão de mim será afetiva, emocional!

O problema maior foi fazer está mãe resignificar o conceito de "ser necessário". Com a TERAPIA  ela começou a ter  uma profunda gratidão à vida, a Deus e um tremendo orgulho da mãe que  foi um dia, quando eles necessitam de uma estou lá! Hoje continua a distância! Quando sou solicitada sou a primeira a chegar! Caso contrário fico na minha, assisto à distância o desenrolar de suas vidas com muitos acertos, com inúmeros erros mas que eles “tiram de letra”, com muito mais competência que eu faria, se estivesse em seus lugares. 


Pais que, apesar dos filhos já serem adultos e estarem casados, sentem-se responsável por conduzir a vida dos filhos e assumir despesas e responsabilidades deles, pode gerar uma família disfuncional e continuam entendendo que são necessários,

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Você é uma pessoa madura emocionalmente?


 

" A maioria das pessoas não quer liberdade, pois liberdade envolve responsabilidade, e a maioria das pessoas têm medo de responsabilidade" Freud

 
" Quando a dor de não está vivendo for maior que o medo da mudança a pessoa muda." Freud

 
Na relação do dia a dia com as pessoas, observamos comportamentos de natureza diversas, dentre elas, observamos  pessoas depressivas, obsessivas, neuróticas, ansiosas, psicóticas e até pessoas que fisicamente amadureceram, mas mantém emocionalmente imaturas, o texto abaixo relata de forma suscita algumas características que pode definir esta pessoa. Você é esta pessoa?

 

"A maturidade nos ensina a procurar soluções antes de culpados". Valter Rodrigues

  

"Maturidade emocional é perceber que não tenho necessidade de culpar ou julgar ninguém pelo que acontece comigo". Anthony de Mello

 A idade cronológica das pessoas nem sempre coincide com a emocional. É mais comum, inclusive, a maturidade física chegar antes. Muitos adultos mantêm atitudes infantis diante das circunstâncias da vida. Assim como há jovens precocemente maduros. É humanamente impossível controlar absolutamente todas as emoções, mas é bastante viável ter domínio sob muitas delas. Para isso é preciso crescer. Para crescer é necessário se conhecer, se amar, ter tolerância e, principalmente, saber lidar com frustrações.

 
O que significa amadurecimento emocional?

 Significa entender que não existe amor maior do que o amor próprio, aprender, aceitar e conviver com o que a vida nos apresenta e seguir adiante. Uma pessoa madura sabe que o amor próprio é fundamental para que possamos amar o próximo. É necessário se amar primeiro para poder fazê-lo com outras pessoas do fundo do seu coração, sem abandonar seus próprios sonhos. Sabe lidar com a frustração, ela compreende que as frustrações faz parte da vida e sabe que este sentimento  tem que ser controlado e canalizado de uma forma positiva, de modo que a pessoa seja capaz de enfrentar as dificuldades e constrangimentos que o dia-a-dia lhe apresenta.

 Maturidade emocional é a habilidade que a pessoa tem de se relacionar com outras da melhor forma possível para si mesma. É evitar que problemas pessoais interfiram no desempenho profissional. É a capacidade de ver a vida por um ângulo mais positivo. É ser simpático com os outros mesmo diante de contrariedades. É a aceitação de si mesmo. É ter respeito para consigo e com os outros. É ser paciente, objetivo e ter capacidade de lidar com adversidades sem se deixar abater totalmente. Sem se indignar ou sofrer sem motivos suficientes e reais. É conhecer os próprios limites e respeitar os dos demais. É saber fazer escolhas e arcar com as conseqüências delas. A pessoa emocionalmente madura tem bom domínio sobre as próprias emoções e é capaz de rir de si mesma, por conta de seu bom senso de humor. A maturidade emocional também é aceitar a responsabilidade pelas conseqüências de seus atos,


A pessoa imatura tem baixa tolerância à frustração, desta forma ela é uma pessoa que tem uma  percepção distorcida das situações vividas, porque só vê o lado negativo das coisas; tem uma tendência a querer controlar todos os acontecimentos de sua vida e a incapacidade de manter esse controle se reflete em um sentimento de desânimo e se sente incapaz de suportar o desconforto que implica enfrentar situações difíceis da vida.

 As pessoas que aprendem a tolerar a frustração vivem com menos estresse, porque são capazes de ver o problema como uma oportunidade e, consequentemente, têm clareza suficiente para procurar soluções adequadas, pois não respondem com uma intensidade desproporcional diante de qualquer inconveniência.

 A maturidade emocional não surge do nada; exige trabalho, esforço, boa vontade e o desejo de olhar para dentro e se conhecer melhor, observando a perfeita sintonia da cabeça e o coração. Amadurecer significa encarar a realidade como ela é, muitas vezes bem mais dolorosa do que do esperado ou gostaria.

 As pessoas emocionalmente maduras sabem que a vida fica muito melhor quando é vivida em liberdade. Então, deixam ir o que não lhes pertence, porque entendem que ficar preso ao passado nos impede de fechar ciclos e curar nossas feridas emocionais. A maioria de nós sente muito medo, principalmente quando se trata de soltar as amarras e deixar a vida fluir.Pensar que o passado foi melhor é muito doloroso; nos impede de soltar e deixar ir. Saber dizer adeus ao passado.

 Os imaturos emocionalmente não conseguem olhar para o seu passado emocional sem dor.

Limpar a dor do nosso passado é absolutamente necessário para avançarmos em nosso caminho emocional. As ervas daninhas crescem rapidamente; se não limparmos nosso caminho, não veremos o que está próximo.

 As pessoas emocionalmente imaturas não sabem da importância de viver no presente, superando e aceitando o que passou. O que aconteceu, já aconteceu; não podemos mudar. Os imaturos emocionalmente não aprende com os erros, por isso na maioria tem um caráter neurótico.  Seguir em frente é difícil.

Se perdermos o contato com o nosso interior, não nos afastamos dele, mas permitimos que o negativo do nosso passado interfira na nossa vida presente. Isso é muito doloroso.

   “É por esse motivo que, quando tivermos aprendido o suficiente sobre a nossa dor, perderemos o medo de olhar para dentro e curaremos nosso passado emocional para avançar mais um passo na vida”.

 

"Qual a sua responsabilidade na desordem daquele você se queixa". Freud

 A maturidade emocional nos ajuda a entender melhor nossos próprios sentimentos e os dos demais. As pessoas emocionalmente maduras se esforçam para escrever e pensar sobre as suas opiniões ou sobre como se sentem. Têm consciência do que pensam e sabem.

 
“Amadurecer é ter cuidado com o que diz, respeitar o que ouve e meditar sobre o que pensa”.


A clareza mental das pessoas maduras contrasta com a preguiça e o caos mental das pessoas imaturas. Portanto, a maturidade emocional ajuda a resolver problemas cotidianos de forma eficaz. Ver o problema em menor escala, enquanto o imaturo, o mesmo problema, tem uma dimensão gigantesca.

 Os imaturos são aprisionados com queixas e  podem entrar  em labirintos sem saída. As pessoas emocionalmente maduras já aprenderam que somos o que pensamos.  Se você agir mais e reclamar menos, significa que está crescendo emocionalmente. Evitar  reclamações  é a melhor maneira de promover mudanças.Quer viver infeliz? Reclame de tudo e de todos.

 As pessoas maduras conseguem ser empáticas, sem se deixar influenciar pelas emoções. Têm respeito por si mesmas e pelos outros. Têm habilidade para se relacionar da melhor forma possível com os demais; sabem ouvir, falar e trocar informações. Aprenderam a olhar de forma generosa para o outro; todos nós temos valores diferentes, mas queremos ser aceitos e felizes.

 Aprendemos com os nossos erros; falhar nos permite enxergar os caminhos que não devemos seguir.

 As pessoas maduras não se punem por possuírem limitações, simplesmente as aceitam e tentam melhorar. Sabem que nem sempre tudo acontece como queremos, mas cada erro é uma boa oportunidade para o crescimento pessoal. Não se auto pune  pelos seus erros, não se culpa, e quando sente culpa  é terapêutica.

 O maduro emocionalmente "Não" é perfeccionista e nem espera a perfeição dos outros. Esquece as desavenças e perdoa, começado  por ele mesmo.

 As couraças emocionais pertencem ao passado. É muito importante ter comprometimento, amor, autoconfiança e acreditar nas pessoas. Não seja perfeccionista e nem espere a perfeição dos outros. Esqueça as desavenças e perdoe, inclusive a você mesmo.

 
“Desfrute do tempo compartilhado da mesma forma que desfruta do tempo sozinho”.

 Maturidade emocional é assumir o controle da sua vida, ter sua própria visão de mundo e ambição para a sucesso. Ao desenvolver a maturidade emocional a vida torna-se um prazer, e não uma obrigação.

A maturidade emocional está intimamente ligada à capacidade de sentir e de se colocar no lugar do outro, nos  faz com que tenhamos a abertura para ouvir as várias respostas para uma mesma pergunta e entender que a nossa não é a verdade absoluta. A maturidade emocional nos faz entender que a minha necessidade não é menos e nem mais importante que a do outro.

 A maturidade emocional diferencia os corruptos, traidores, violentos, assassinos, aproveitadores, sem-palavras, charlatões, enrolões, abusadores, perversos, impacientes, intolerantes, presunçosos, folgados, procrastinadores, indiferentes e fugimos deles.

 Os imaturos  acreditam ser mais merecedores que outros e, portanto, se dão à comodidade de serem cegos, surdos e mudos para qualquer necessidade que não seja a sua própria.

 Sendo imaturos não somo empáticos. A imaturidade emocional  é o câncer da mente, mas sua ausência, a cura dele.


 
Como romper essa dinâmica incapacitante?
 Para nascer é necessário cortar o cordão umbilical, nascer é sofrido, respirar dói, mas é a única forma de entrar no ciclo da vida. Para sair dessas relações dependentes, é necessário sair da acomodação do útero familiar. Enganam-se aqueles que consideram isso ajuda, pois cada filho precisa aprender a viver sua competência e a sobreviver dela.
 O prazer, seja de uma conquista sexual, da compra de um bem, da realização de um sonho ou da sensação de conseguir determinada façanha, só tem sentido quando se consegue dizer “Eu consegui”. Há de se sair do conforto de ser ajudado para que a maturidade possa acontecer. Se isso dói? É claro que dói, mas sem viver a dor, não se desfruta o prazer dessa conquista e se vive eternamente na ameaça de não ser capaz! PROCURE AJUDA DE UM PSICOTERAPEUTICA, ELE VAI TE AJUDAR.